Em qualquer hipótese, o bolsonarismo só tem a perder

À espera de que role uma nova química entre Lula e Trump

atualizado

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Alice Rabello
lula trump
1 de 1 lula trump - Foto: Alice Rabello

Lula só tem a ganhar com a viagem a Washington para um encontro, amanhã, na Casa Branca, com o presidente Donald Trump. É isso que deixou indignados os filhos “Zero” de Bolsonaro: Flávio, candidato à Presidência; Carlos, candidato ao Senado por Santa Catarina; e Jair Renan, candidato a deputado federal também por Santa Catarina.

A família, que há décadas “mama” unida nas tetas do Estado, permanece unida para continuar mamando. A ex-primeira-dama Michelle é candidata ao Senado pelo Distrito Federal. Seu irmão de criação, Diego Torres, é candidato a deputado distrital. Renato, irmão de Bolsonaro, é aposta para deputado federal por São Paulo.

Faltou alguém? Rogéria, a primeira das três mulheres de Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, já aparece em pesquisas para o Senado pelo Rio de Janeiro. E Eduardo, hoje refugiado nos Estados Unidos, lançou-se ontem candidato a primeiro suplente do deputado estadual André do Prado, que, por sua vez, é candidato ao Senado.

A candidatura de Eduardo não deverá ir longe. Em fevereiro último, ele tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de justiça. É acusado de tentar influenciar o Judiciário brasileiro ao articular, nos Estados Unidos, sanções para beneficiar seu pai, atualmente condenado e inelegível.

Eduardo ficou indignado com a concordância de Trump em receber Lula na Casa Branca. Em pauta, quatro assuntos: um novo acordo de cooperação no combate ao narcotráfico; os resíduos do “tarifaço”; o Pix, que Trump quer ver extinto; e a situação de Nicolás Maduro, ex-líder da Venezuela, detido em Nova York.

E se rolar uma nova “química” entre Trump e Lula? No ano passado, houve um primeiro sinal quando ambos se cruzaram na Assembleia Geral da ONU. O próprio Trump o disse. Depois, houve um segundo momento quando conversaram virtualmente por mais de 40 minutos. Lula espera que a afinidade se repita e, se possível, perdure.

Lula sairá ganhando, independentemente do resultado da viagem. Se o saldo for positivo, ele se fortalece como candidato à reeleição. Se for ruim, ou se Trump o tratar mal — como já fez com outros chefes de Estado —, Lula voltará com a imagem de quem se arrisca e luta para defender os interesses do Brasil.

Em qualquer das hipóteses, o bolsonarismo perde.

 

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