Bolsonaro dá ração ao gado e Tarcísio de Freitas perdoa sua dívida

O tenente-coronel Mauro Cid diz que Michelle incitou o marido a dar um golpe

atualizado

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Assessoria Bolsonaro
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas
1 de 1 Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas - Foto: Assessoria Bolsonaro

Em 2018, por querer acreditar que eleito presidente ele seria menos bolsonarista do que sempre fora, a direita de punhos de renda votou em Bolsonaro para derrotar Lula, condenado e preso pelo aclamado herói do combate à corrupção no país, o juiz Sérgio Moro, à época a menina dos olhos dos militares.

Bolsonaro deu no que se viu e entrou para a História como o primeiro presidente que não conseguiu se reeleger, tornado inelegível pela Justiça e que até o final do próximo ano deverá  ir para o xilindró. Quem mandou roubar joias, falsificar certidão de vacina e tramar um golpe contra a democracia?

Tendo renunciado à toga para servir docilmente a Bolsonaro como ministro da Justiça, Moro foi declarado um juiz parcial pelo Supremo Tribunal Federal. É bem verdade que se elegeu senador, como igualmente é verdade que deverá ter o mandato cassado, acusado de gastar mais muito além do que poderia para se eleger.

É admirável o esforço de Bolsonaro para provar que continua vivo e influente. Viaja de Brasília a São Paulo para a entrega de três novas viaturas ao Corpo de Bombeiros de Santos. Pega carona em eventos promovidos pelo PL para impulsionar a candidatura de sua mulher, Michelle, a senadora em 2026.

Se há votação importante no Congresso, ele escolhe o lado oposto ao governo só para tentar derrotá-lo. Não importa que perca, como aconteceu nesta semana quando o Senado aprovou a reforma tributária. É preciso dar ração ao gado que quer vê-lo vivo, e acredita no seu retorno, seja pelo voto, seja por um golpe.

O embaixador de Israel no Brasil reuniu-se com parlamentares da oposição – Bolsonaro estava lá. O governo de Israel promete liberar os brasileiros retidos em Gaza – Bolsonaro, que se imagina amigo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, telefona para Tel Aviv, dando a impressão que interferiu no assunto.

O Zero Três, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), anuncia um seminário sobre terrorismo, política de imigração, cristianismo e islamismo – Bolsonaro será um dos palestrantes. O que um iletrado como Bolsonaro entende dessas coisas? Não precisa entender. É só para dar mais um pouco de ração ao gado.

O tenente-coronel Mauro Cid contou à Polícia Federal em sua delação premiada que Michelle e Eduardo faziam parte de um grupo de conselheiros radicais que incitava  Bolsonaro a dar um golpe de Estado para impedir assim a posse de Lula. Bolsonaro diz que Mauro Cid mente. É o que basta para o gado.

A direita de punhos de renda já não liga para ele. Seu xodó, agora, é Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, que perdoou R$ 1 milhão em multas aplicadas a Bolsonaro por violar medidas de isolamento durante a pandemia da Covid.  Com isso, São Paulo deixará de arrecadar cerca de R$ 72 milhões.

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