
Bolsonaro ataca Eduardo Paes e se limita a alfinetar Pablo Marçal
Perdido no seu labirinto

Bolsonaro sabe muito bem onde lhe apertam os calos. Em live realizada ontem, ele bateu duro em Eduardo Paes (PSD), candidato a prefeito do Rio, e limitou-se a alfinetar, sem citar o nome, Pablo Marçal (PRTB), candidato a prefeito de São Paulo.
No Rio, Bolsonaro apoia Alexandre Ramagem (PL), que cuidou de sua segurança pessoal depois da facada em Juiz de Fora, e mais tarde foi promovido a chefe da Agência Brasileira de Inteligência, encarregando-se de espionar os desafetos do governo.
Em São Paulo… Bem, em São Paulo, Bolsonaro disse que apoiaria Ricardo Nunes (MDB), o prefeito candidato à reeleição. Mas pouco fez por ele até agora, quando nada porque os eleitores bolsonaristas, que nunca engoliram Nunes, migraram para Marçal.
Bolsonaro morre de medo de recomendar o voto em Nunes e ser ignorado pelos que deveriam atendê-lo. De resto, se Marçal, e não Nunes, for para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL), só restará a Bolsonaro apoiar Marçal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntão, em Paes, apoiado por Lula, pau forte:
“Estou lendo aqui, que a prefeitura do Rio aumentou o número de pardais em 40% neste mandato. Eduardo Paes, o negócio é meter a mão no bolso do povo, né? Não é pelo trânsito, é para roubar o povo. Os pardais aumentaram em 40%. Você gosta de ser multado? 90% das multas são pura maldade”.
Em Marçal, uma alfinetada de leve:
“Sigo fazendo vídeos, pedindo apoio aos nossos candidatos. Mas eu faço de graça, não cobro R$ 5 mil de ninguém”.
Marçal tem prometido gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que lhe transfiram pelo Pix R$ 5 mil reais para financiar sua campanha. Esse tipo de prática é irregular, e as campanhas de Boulos e de Tabata Amaral (PSB) pediram à Justiça que a cancele.

