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Blog do Noblat - 22 anos

Bolsonaro ataca Eduardo Paes e se limita a alfinetar Pablo Marçal

Perdido no seu labirinto

02/10/2024 08:00, atualizado 02/10/2024 08:33
Mateus Bonomi/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defende a anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.

Bolsonaro sabe muito bem onde lhe apertam os calos.  Em live realizada ontem, ele bateu duro em Eduardo Paes (PSD), candidato a prefeito do Rio, e limitou-se a alfinetar, sem citar o nome, Pablo Marçal (PRTB), candidato a prefeito de São Paulo.

No Rio, Bolsonaro apoia Alexandre Ramagem (PL), que cuidou de sua segurança pessoal depois da facada em Juiz de Fora, e mais tarde foi promovido a chefe da Agência Brasileira de Inteligência, encarregando-se de espionar os desafetos do governo.

Em São Paulo… Bem, em São Paulo, Bolsonaro disse que apoiaria Ricardo Nunes (MDB), o prefeito candidato à reeleição. Mas pouco fez por ele até agora, quando nada porque os eleitores bolsonaristas, que nunca engoliram Nunes, migraram para Marçal.

Bolsonaro morre de medo de recomendar o voto em Nunes e ser ignorado pelos que deveriam atendê-lo. De resto, se Marçal, e não Nunes, for para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL), só restará a Bolsonaro apoiar Marçal.

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Então, em Paes, apoiado por Lula, pau forte:

“Estou lendo aqui, que a prefeitura do Rio aumentou o número de pardais em 40% neste mandato. Eduardo Paes, o negócio é meter a mão no bolso do povo, né? Não é pelo trânsito, é para roubar o povo. Os pardais aumentaram em 40%. Você gosta de ser multado? 90% das multas são pura maldade”.

Em Marçal, uma alfinetada de leve:

“Sigo fazendo vídeos, pedindo apoio aos nossos candidatos. Mas eu faço de graça, não cobro R$ 5 mil de ninguém”.

Marçal tem prometido gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que lhe transfiram pelo Pix R$ 5 mil reais para financiar sua campanha. Esse tipo de prática é irregular,  e as campanhas de Boulos e de Tabata Amaral (PSB) pediram à Justiça que a cancele.