Augusto Aras corre contra o tempo para virar ministro do STF

Se não for agora, só será caso Bolsonaro governe o país até 2026

atualizado 18/10/2021 11:33

A posse do novo procurador-geral da República, Augusto Aras, na manhã desta quarta-feira (2/10), foi bastante prestigiada. Presentes várias autoridades, como o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Hugo Barreto/Metrópoles

Sempre discreto quando se trata de assunto tão delicado, o procurador-geral da República, Augusto Aras, arrebentou a boca do balão ao revelar que “tem tido conversas” sobre a possibilidade de ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

No momento, só tem uma vaga aberta no STF: a do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou por idade. E o presidente Jair Bolsonaro indicou para ocupá-la o terrivelmente evangélico André Mendonça, ex-ministro da Justiça.

Aras disse:

“Eu admito que a conversa sempre ocorra, inclusive nos encontros fortuitos ou não, nos jantares ou encontros em um corredor. Todavia, eu não me candidatei a ministro do Supremo. (…) Se for distinguido pelo presidente com a indicação, será uma grande honra. O convite não houve até esse momento”.

A declaração de Aras foi feita sob medida para animar os senadores que desaprovam a indicação de Mendonça e torcem pela dele. Aras corre contra o tempo. Se não virar ministro agora, arrisca-se a não ser nunca mais, caso Bolsonaro não se reeleja.

Em 2023, serão abertas mais duas vagas de ministros do Supremo: a de Ricardo Lewandowski, em maio, e a de Rosa Weber, em outubro. Então, Aras estará com 64 anos e meio de idade. Com 65 anos, ninguém pode ser indicado para ministro do tribunal. É a lei.

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