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Amizade partida, a de Lula com o general Gonçalves Dias

A vida é ingrata

21/04/2023 08:00
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Breno Esaki/Especial Metrópoles
presidente Lula ao lado do Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias

Lula não quer acreditar que o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, seu amigo há 20 anos e segurança pessoal, fez vista grossa à ação dos bolsonaristas golpistas dentro do Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

O general fora avisado de véspera pela Agência Brasileira de Inteligência de que poderia haver ataques ao prédio. O Congresso preparou-se para enfrentar os invasores, o Supremo Tribunal Federal, também. O Palácio do Planalto estava desguarnecido

O novo diretor da Polícia Federal mudou o comando da arma tão logo tomou posse; Gonçalves Dias, não, mantendo a equipe do general Augusto Heleno, a quem sucedera. No mundo civil, se diria que pagou pedágio ao corporativismo; no militar, à irmandade.

Prevaleceu a irmandade quando um destacamento da Polícia Militar do Distrito Federal, na noite de 8 de janeiro, tentou prender os golpistas acampados à porta do QG do Exército. O comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, impediu.

Havia, ali, membros da família militar, e alguns haviam participado ou assistido de perto à quebradeira na Praça dos Três Poderes.  A prisão em massa aconteceu no dia 9, depois que muitos deles já haviam fugido até de Uber. Arruda foi demitido por Lula.

Gonçalves Dias pediu demissão e Lula aceitou na hora. Ele será ouvido hoje pela Polícia Federal.