A fera acorda e sai da jaula faminta à caça de votos para se reeleger

Outra vez, Lula escolhe Bolsonaro para adversário em 2026

atualizado

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto - Metrópoles
1 de 1 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, concede entrevista coletiva no Palácio do Planalto - Metrópoles - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Se no momento o melhor produto que o governo federal tem para oferecer aos brasileiros ainda é Lula, então que seja Lula direto na veia, em doses cavalares, e não calado a maior parte do tempo, e não recluso nos palácios do Planalto e da Alvorada. Parece óbvio?

Mas transcorridos dois anos, só agora se tornou óbvio para o próprio Lula graças a dois fatos: a mudança na sua equipe de comunicação com a chegada do marqueteiro Sidônio Pereira, e os resultados da mais recente pesquisa do instituto Quaest.

Ao dizer que se a eleição fosse hoje Lula não a venceria, Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu sua contribuição para acordar a fera e aguçar o seu temido apetite por votos. Nada como um desafio.

A pesquisa Quaest mostrou que pela primeira vez a reprovação de Lula é maior do que a aprovação. Lula perdeu popularidade em suas maiores fortalezas: no Nordeste que lhe garantiu a vitória em 2022, entre as mulheres e entre os eleitores de mais baixa renda.

Há nove meses sem dar uma entrevista coletiva, Lula voltou a responder às perguntas dos jornalistas, saindo-se bem. O que disse sobre a economia, por exemplo, serviu para acalmar temporariamente o sempre insatisfeito mercado financeiro.

Lula aproveitou o jantar do PT que celebrou a indicação de Lindbergh Farias (RJ) como seu novo líder na Câmara para anunciar a aposentadoria do “Lulinha Paz & Amor”, invenção do publicitário Duda Mendonça com a qual se elegeu em 2002.

O rugido agradou seus colegas de partido. Lula convidou-os a ir para o pau com os bolsonaristas e revelou que daqui para frente ele também irá. Nada mais de afagos com a esperança de conquistá-los um dia. Combate cerrado às notícias falsas nas redes sociais.

A ordem é responder a todas. E voltar a ocupar as ruas em datas especiais. Haverá viagens internacionais, mas Lula quer gastar a maior parte do seu tempo visitando os Estados, inaugurando obras e se reencontrando com o povo. Uma esperta decisão.

Sob reserva, e salvo um eventual problema de saúde, os líderes da direita concordam que Lula tem assegurada desde já uma das vagas no segundo turno da eleição de 2026. Foi o que aconteceu com todos os presidentes que concorreram a um novo mandato.

Só Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se elegeu direto no primeiro sem precisar disputar o segundo turno. Só Bolsonaro não se reelegeu.

 

Todas as colunas do Blog do Noblat

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comBlog do Noblat

Você quer ficar por dentro da coluna Blog do Noblat e receber notificações em tempo real?