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PSol pode participar com cargos pela primeira vez de uma gestão do PT

Decisão sairá em dezembro, mas aprovação da indicação de Boulos e Medeiros para a transição é um indicativo

08/11/2022 02:00, atualizado 08/11/2022 12:00
Fábio Vieira/Metrópoles
Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (Psol), Lula (PT), João Vicente Goulart (PCdoB) e Henrique Meirelles (União Brasil)

Por um placar apertado de 10 a 9, a Executiva Nacional do PSol decidiu ontem participar da transição do governo Lula. Por essa razão, indicou o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, e o deputado federal eleito Guilherme Boulos para integrarem o grupo.

Mas a decisão sobre participação com cargos no governo do petista só será tomada em dezembro, na reunião do Diretório Nacional, que tem um número maior de integrantes.

A tendência é que o PSol indique nomes para o ministério, algo inédito nas gestões do PT, que governou o país por quatro mandatos, sendo o último – de Dilma Rousseff – incompleto. Ela foi alvo do impeachment.

Hoje, a bancada de 8 deputados é dividida sobre esse assunto. Apoiam, por exemplo, integrar o governo  Luiza Erundina (SP) e Ivan Valente (SP). Entre os contrários estão Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bonfim (SP) e  Glauber Braga (RJ).

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O PSol apoiou o nome de Lula para presidente e faz oposição ao governo Bolsonaro na Câmara.