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No Planalto, cientista lembra demissão por Bolsonaro : "Foi terrível"

Na presidência do CNPq, Ricardo Galvão foi um dos protagonistas do ato que anunciou aumento de bolsas de estudo

17/02/2023 02:00, atualizado 17/02/2023 09:30
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Divulgação
O cientista Ricardo Galvão, ex-diretor do Inpe

Em agosto de 2019, o pesquisador Ricardo Galvão, que era diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi demitido publicamente por Jair Bolsonaro, que ficou contrariado com os dados de desmatamento da Amazônia divulgado pelo órgão.

Ontem, Galvão foi um dos protagonistas do ato no Palácio do Planalto do anúncio de reajuste de bolsas de estudos de pós-graduação e iniciação científica. Ele é o novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. 

Ao Blog do Noblat, Galvão lembrou daqueles dias e também desse novo momento que está vivendo na sua carreira.

“O que passou foi terrível, mas gosto de lembrar meu avô, que dizia: o tempo seco já passou, a chuva voltou, vamos amola nossas enxadas, plantar as sementes e começar a colher” – disse o cientista.

Veja o vídeo com a declaração de Galvão:

 

Sobre o atual momento:

“Esse evento mostra que a ciência brasileira está de volta. Afastamos todas aquelas nuvens escuras do negacionismo. A ciência é essencial à formulação de políticas públicas”.

O aumento das bolsas será de 40% para os alunos do mestrado e doutorado, de 25% para os pós-doutorandos e 75% para a iniciação científica e de 200% para a iniciação científica júnior.
O valor da bolsa de mestrado sairá de R$ 1.500 para R$ 2100 e a de doutorado vai de R$ 2.200 para R$ 3.100.