“Extrema-direita está acuada”, diz Tarcísio Motta

Para Tarcísio Motta, a extrema-direita está acuada. Bolsonaro é um “cadáver político” e Tarcísio de Freitas, um “boneco”.

atualizado

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Renato Araujo/Câmara dos Deputados
Foto colorida do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida do deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ) - Metrópoles - Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

Em participação no programa do Noblat, o deputado e professor de história, Tarcísio Motta, comenta o cenário político após condenação de Jair Bolsonaro e a articulação da extrema-direita.

O governador Tarcísio de Freitas cancelou a viagem a Brasília em meio a articulação da anistia e depois pediu autorização para visitar Bolsonaro. Qual a sua leitura disso?

Deputado Tarcísio Motta: Eu acho que há um forte rumor no Congresso de que a anistia para os golpistas não vai passar. Eles não têm contexto político para isso. O Tarcísio de Freitas sabe que ser um “radical” o levará a uma derrota eleitoral. Ele está entre um “dever de gratidão” a Bolsonaro e a necessidade de se afastar para não afundar politicamente. Ele é um boneco que o bolsonarismo criou, e se for moderado, perde o voto radical; se for radical, o Centrão continua com Lula.

O senhor diz que a batalha da anistia ainda não está ganha. Por quê?

Deputado Tarcísio Motta: Porque esse Congresso é inimigo do povo. O cálculo político dos parlamentares é eleitoral. Eles pensam: “A extrema direita pode ganhar no ano que vem”. Mas esse cálculo está difícil, porque a popularidade do Lula cresce e o povo não está do lado da anistia. No entanto, não podemos dar como certo, pois a direita pode aprovar algo por um cálculo político errado.

Sobre a fala de Valdemar admitindo a tentativa de golpe, ele está queimando o Bolsonaro?

Deputado Tarcísio Motta: O ano que vem é de eleição municipal, e muitos parlamentares precisam se reeleger. Eles ficam grudados em Bolsonaro porque os votos dele são suficientes. A fala de Valdemar pode indicar um cálculo maior do Centrão de manter a instabilidade, com um pé em cada canoa. A lógica deles não é política, mas fisiológica: onde consigo mais voto, mais cargo, mais emenda. Eles estão traçando rotas de fuga.

O que Bolsonaro fará da vida? Anunciará logo seu candidato ou vai empurrar com a barriga?

Deputado Tarcísio Motta: A vontade dele é se manter na disputa o máximo que puder, mirando no que o Lula fez em 2018. Mas enquanto Lula é uma “raposa política de qualidade”, a família Bolsonaro é feita de “imbecis”, com um ego inflado que não permite uma ação racional. A situação de saúde de Bolsonaro pode ser o fator decisivo. A bancada da direita e do Centrão adorariam que ele se retirasse para poderem construir um novo nome, mas eles terão que lidar com o “monstro” que criaram, onde a racionalidade política passa longe. Bolsonaro vai se manter bagunçando o jogo o máximo que puder, pois a maioria já sabe que ele é carta fora do baralho.

Confira a participação na íntegra:

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