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Eduardo Bolsonaro: a eleição de Flávio ou o "Tio Sam"

O "03" dos Bolsonaros ameaça a democracia soberana das urnas pedindo socorro fora: ou o Flávio vence, ou o Brasil será denunciado a Trump

03/04/2026 08:00
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Eduardo Bolsonaro: a eleição de Flávio ou o “Tio Sam”
Eduardo Bolsonaro: a eleição de Flávio ou o “Tio Sam”

Eduardo Bolsonaro resolveu assumir, de novo e de vez, o papel de embaixador dos interesses de Donald Trump no Brasil. Em entrevista ao Metrópoles, o filho “03” avisou que pretende denunciar supostas irregularidades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diretamente ao governo americano.

É o velho (e já cansativo) truque de tentar desqualificar o processo eleitoral brasileiro, agora com o auxílio luxuoso – ou a ilusão de auxílio – da Casa Branca.

O que Eduardo chama de “irregularidades” nada mais é do que o combate às notícias falsas que o clã adora disparar. Eles miram no TSE porque querem o caminho livre para manipular o eleitor mais desavisado. É sabotagem pura contra as instituições nacionais, feita por quem deveria, em tese, defender a soberania do país.

Mas o tom mudou. Do rugido golpista de outrora, passamos para um choramingo pra lá de… infundado, para dizer o mínimo. Eduardo agora reclama que perseguidores o impedem de voltar ao Brasil e que o neto não verá o avô.

Esquecem-se de que o estado de exceção que tentaram criar com o 8 de janeiro previa, no limite, o assassinato de autoridades e o caos para milhares de famílias brasileiras. Agora acuado, ele acusa seu desespero: a eleição de Flávio Bolsonaro é a única opção para a família “voltar para casa”.

No fundo, é uma confissão de chantagem. Se Flávio for vitorioso, a eleição é idônea, do contrário vale denúncia do processo ao “Tio Sam”.

A “escolha difícil” de outrora, como alardeou na ocasião um editorial do Estadão, não existe mais. Desta vez, não tem desculpa: o eleitor sabe que estará está votando no salvo-conduto de uma família que nunca aceitou as regras do jogo democrático e segue querendo se manter no poder.

Esse voto, hoje, é a chancela de que eles tudo podem. Não sejamos cúmplices, sejamos patriotas – do Brasil, não dos Estados Unidos.