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Desgaste de militares faz Bolsonaro rever ataques às urnas eletrônicas

Presidente foi aconselhado a recuar nas críticas ao sistema eleitora e "testar" outras frentes de ataques, mas não sabe quais

11/05/2022 10:00
Reprodução
Desgaste de militares faz Bolsonaro rever ataques às urnas eletrônicas

O desgaste a que submeteu os militares nos seus ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral está levando Jair Bolsonaro a repensar  sua estratégia de mobilizar aliados e conseguir pontos na corrida ao Planalto.

Não que seja seu desejo, mas se trata de uma imposição dos fatos.

O presidente levou os militares a uma peleja política que não é deles. Nos últimos dias, as Forças Armadas saíram com a imagem comprometida por fazer parte desse jogo de Bolsonaro.

A reação do Congresso – Arthur Lira e Rodrigo Pacheco saíram em defesa da Justiça Eleitoral -,  a ofensiva do TSE e a insatisfação de parte da base de deputados e senadores estão fazendo o presidente pensar duas vezes.

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O problema para Bolsonaro é a que linha de frente pode recorrer. Onde pode atacar. O presidente foi alertado que não se tem nem garantia que essa briga com ministros do STF e do TSE explica seu ainda tímido crescimento nas pesquisas.

Ele foi avisado também que, daqui em diante, o cenário pode piorar se continuar com essa cantilena de duvidar das urnas. Até fardados do Planalto avaliam que o assunto esgotou, antes que comprometa mais oficiais de seu grupo e ponha sua candidatura a perder.