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Deputadas organizam ato contra “perseguição” na Câmara

Congressistas enfrentam pedido de cassação por chamarem oposicionistas de “assassinos”

06/07/2023 02:00, atualizado 06/07/2023 23:03
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Deputada federal Samia Bomfim (PSOL-SP) durante CPI do MST ouve Francisco Graziano Neto, ex-Presidente do INCRA e ex-Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo - Metrópoles

A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) marcou para o próximo sábado (08/07), na cidade de São Paulo (SP), um ato contra a “intimidação machista no Conselho de Ética da Câmara”. Ela e outras cinco deputadas enfrentam a possibilidade de cassação por terem “xingado” Zé Trovão (PL-SC) e outros deputados.

O PL pediu a perda de mandato de Sâmia Bomfim (Psol-SP), Célia Xakriabá (Psol-MG), Talíria Petrone (Psol-RJ), Fernanda Melchionna (Psol-RS), Érika Kokay (PT-DF) e Juliana Cardoso (PT-SP). Elas teriam chamado os deputados bolsonaristas de “assassinos” durante a votação da urgência do Projeto de Lei do Marco Temporal, ocorrida em 24 de maio.

Naquela semana, o partido de Valdemar da Costa Neto protocolou um pedido para que o Conselho de Ética da Câmara analise o suposto crime de injúria cometido pelas deputadas, além da quebra de decoro parlamentar.

O ato de sábado também tem o objetivo de “denunciar a perseguição contra o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)”. Governistas consideram que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o grupo está “repleta de irregularidades”. A manifestação será no Armazém do Campo, loja em que são vendidos produtos do MST.