Cristovam Buarque lidera oposição a Roberto Freire no Cidadania
A volta de quem foi afastado
atualizado
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Da redação
O racha no Cidadania (ex-PPS) ganhou novo capítulo: 67 dos 102 membros do Diretório Nacional e os presidentes de 21 diretórios regionais, encabeçados pelo ex-senador Cristovam Buarque, manifestaram apoio a Comte Bittencourt contra a volta de Roberto Freire ao comando do partido.
O ex-líder comunista havia se afastado da direção do Cidadania em 2023 por divergir da maioria. O manifesto agora divulgado reafirma a legitimidade da eleição de Comte que o sucedeu. Mas Freire, aos 83 anos de idade, voltou ao comando do Cidadania por decisão judicial.
Na semana passada, a juíza Acácia Regina Soares de Sá, de Brasília, negou a recondução de Freire por se tratar de assunto interno de partido político, mas o desembargador José Firmo Reis Soub, do TJ-DFT, na tarde de domingo, aceitou o agravo de Freire, que comandou o Cidadania de 1991 a 2023.
A juíza reconheceu a prerrogativa legal de o Diretório Nacional recompor a Executiva a qualquer tempo. O desembargador acolheu esse entendimento e deu prazo de até 30 dias para Freire convocar a reunião do Diretório Nacional e eleger a nova Comissão Executiva. O imbróglio continua, porque Comte recorreu da liminar de Soub.
Diz o manifesto que “após dois anos de afastamento, Roberto Freire não possui respaldo político nem legitimidade perante a maioria do Diretório Nacional para reassumir a Presidência do partido. Lamentamos que tenha induzido o Poder Judiciário a erro, afetando a condução legitimamente eleita, contrariando a história, os valores e a tradição democrática que construímos coletivamente.”
E por fim: “Registramos, com o devido respeito ao Poder Judiciário, que não há urgência que justifique a medida adotada, uma vez que o fato questionado remonta a 09/09/2023. A própria distância temporal afasta, de forma evidente, qualquer alegado perigo na demora.”


