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CNC não assina Carta da Democracia: "Entende não ser o caso"

Entidade recebeu presidenciáveis e entregou suas propostas, mas preferiu não aderir ao manifesto pela democracia

09/08/2022 14:37, atualizado 09/08/2022 14:40
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Divulgação - CNC
Lula discursa na CNC

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) decidiu não aderir a “Carta da Democracia”. A entidade justifica sua posição com o argumento de que já tem uma atuação baseada no “trinômio” segurança jurídica, livre mercado e democracia.

A CNC informa ainda que, desde o início da atual gestão, em 2018, a confederação tem se manifestado com entregas de documento com recomendação do comércio de bens, serviços e turismo aos pré-candidatos.

“Em vista disso, a CNC respeita a livre manifestação democrática, mas entende não ser o caso de subscrever a referida carta” – diz a entidade, em nota.

A confederação recebeu os principais presidenciáveis na sede da entidade, em Brasília. Apesar da decisão de não aderir à carta, a CNC tem simpatizantes de Lula e Bolsonaro no seu comando. 

O petista compareceu em meados de julho e, como os demais, recebeu uma série de propostas e recomendações para o fortalecimento do setor. E respondeu que ele e Alckmin iam levar muito a sério as sugestões.

“Em breve, vocês terão respostas. Precisamos ter coragem para juntar pessoas diferentes para vencermos os antagonismos” – disse Lula no encontro.

A “Carta da Democracia” é tida por alguns setores como um apoioa Lula, um dos signatários do documento. É o que pensa Bolsonaro, por exemplo, que não assinou como ainda a chamou de “cartinha”.