Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Foto de Blog do Noblat
Coluna Blog do Noblat
Blog do Noblat - 22 anos

“Cenário mudou”: PL vê prisão de Bolsonaro como possibilidade

Integrantes do partido do ex-presidente entendem que situação é “feia”, mas alertam que é preciso mais provas para prender Bolsonaro

18/08/2023 10:00
Rafaela Felicciano/Metrópoles
O presidente Jair bolsonaro (sem partido) aproveitou a manhã do domingo (02/07) para viajar à cidade de Paracatu, em Minas Gerais. Ele foi de moto até a base aérea, onde pegou um helicóptero e deixou Brasília

Depois que o advogado de Mauro Cid disse que o ex-ajudante de ordens admitirá que vendeu joias a mando de Jair Bolsonaro, integrantes do PL já admitem que o ex-presidente pode ser preso “a qualquer momento”. Ao blog, líderes do partido disseram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes precisa, antes, de “segurança jurídica” para isso.

A tal segurança jurídica seria a necessidade de mais provas que impliquem Bolsonaro ao caso das joias. O ex-presidente está sendo investigado por supostamente liderar um esquema de venda de objetos de valor desviados do acervo público da Presidência da República.

Receba no seu email as notícias de Blog do Noblat

Frequência de envio: Livre

Ver todas as newsletters

O PL entende que Bolsonaro só poderá ser preso se houver suspeitas de que ele está atrapalhando as investigações da Polícia Federal (PF). “Depende do que vão achar nos celulares [de Frederick Wassef]”, disse um líder do PL na Câmara dos Deputados.

Aliados do ex-presidente também afirmam que o cenário mudou com a possível delação de Mauro Cid. O novo advogado dele, Cezar Bittencourt, disse à revista Veja que a verba das vendas das joias, recebidas pelo ex-presidente em viagens oficiais, teria sido repassada a Bolsonaro em espécie.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A prisão de Jair Bolsonaro teria que ser “inconteste”. Por isso, na visão do partido, Moraes e a PF vão esperar até o último minuto. Caso seja imputado crime nas condutas do ex-presidente, ele pode ser indiciado por peculato, com penas de dois a 12 anos de prisão, além de multa.