Um minuto de sua atenção querida Marina (por Roberto Caminha Filho)

Saudações amazônicas, minha querida Ministra Marina!

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Ministra, por que essa imensa vontade de nos manter vivendo longe do nosso querido Brasil? Só existem três territórios brasileiros que não se ligam por estradas com o Brasil que tanto amamos e que tanto nos castiga: a paradisíaca ilha de Fernando de Noronha e os Estados do Amazonas e Roraima.

Ministra, ajude-nos! A senhora galgou, com muito esforço, as melhores cadeiras de Brasília e pensávamos que teríamos uma aliada para combater nossos cruéis inimigos: a pobreza e o analfabetismo. E, de repente, a Senhora, com todo esse conhecimento adquirido, até com nossos votos e esforços, volta-se contra a sua gente, que só quer ser brasileirinha.
A nossa estrada, a BR-319, construída pelos bondosos militares de 1964, já existe, desde 27 de março de 1976, inaugurada pelo Presidente Geisel.

Todos sabem, todos viajam por ela para fazer negócios, para movimentar o Brasil, para procurar saúde, para levar produtos da floresta, para tentar viver da Amazônia, que o Homem nos deu de mão beijada.

Os caridosos militares de 1964, ao idealizarem a Transamazônica e a BR-319, cortaram as regiões ao meio para que os brasileirinhos pudessem alcança-las e levar seus produtos para o sagrado mercado de consumo.

Minha Queridíssima Ministra Marina, a senhora, muito letrada e inteligente, sabe da participação do agro e das commodities brasileiras (produtos agrícolas básicos) no mundo. Eu vou escrever porque os nossos leitores amazônicos e outros brasileiros, podem querer saber:

Soja – somos o Flamengo. Primeiro lugar mundial na produção e exportação, respondendo por 40% do comércio global. É um orgulho.

Carne bovina- somos o Vasco, top 2 em produção e Flamengo na exportação…primeiraço. O Brasil tem mais boi do que brasileirinhos e, às vezes, mais influência política também.

Milho- é top 3 global, alternando entre segundo e terceiro como exportador. Traduzindo: sustenta a carne no mundo inteiro. O milho é a base da ração animal neste mundo de Meu Deus.

Café- aqui a gente não aceita nem discussão. Somos o Flamengo e acordamos, diariamente, todo o planeta Terra para tomar o pretinho.

Açúcar- acompanha o pretinho e ainda vira etanol- comida e combustível na mesma terra. Flamengo Total.

Carne de frango- primeiro exportador mundial. O nosso frango já rodou mais o planeta que muitos embaixadores da paz metidos a Marco Polo.

Laranja/suco de laranja- primeiro lugar disparado. O mundo precisa do suco de laranja de São Paulo para poder tomar o seu café da manhã. É Flamengo de novo, campeão.

Algodão- somos top 5 no mercado mundial e crescendo mais que os outros.

Trigo- aqui é a nossa vergonha. O país que alimenta o mundo, ainda compra pão de fora.

Minha querida Ministra Marina, vamos às sugestões para melhorarmos a nossa região, para este governo e para os próximos.

Falemos sobre as várzeas amazônicas, o lugar onde a glaciação e o degelo fizeram o melhor que podiam para nós aproveitarmos e não aproveitamos até hoje. É o agro que Deus nos deu, sem pedir licença ao IBAMA ou ao Ministério do Meio Ambiente e serviu somente para Muras, Culinas, Barés e Waimiris plantarem melancia, jerimum caboclo, pimenta, cheiro verde e alguns pés de maconha, afinal, ninguém é de ferro.

A Amazônia brasileira tem algo entre 20 e 30 milhões de hectares de várzea (1 hectare é quase um campo de futebol do Maracanã) que inunda e seca, todo ano, um território maior que muitos países, fertilizado há séculos, como uma máquina agrícola dirigida pelos Arcanjos e chamando os brasileirinhos, cheios de Bolsa Miséria, para jogarem grãos de qualquer coisa e esperar nascer de tudo.

A tecnologia da várzea, Minha Querida Marina, está de braços abertos esperando uma democrata como a senhora. O Presidente Trump, apaixonado pelos brasileirinhos e abraçando o nosso Lula, está louco para estreitar seus laços conosco e brincarmos de quadrilha com os chineses e cubanos. Para levar as nossas “ terras raras” ele também beijaria o Agro.

O TVA- Tennessee Valley Authority, o maior conhecimento sobre várzea desse mundão, não se contem dentro do território americano e quer colocar seus conhecimentos e valores, que não são poucos, à nossa disposição ou de quem possuir toda essa riqueza a oferecer.

Essas áreas são absurdamente férteis, porque recebem sedimentos ricos todos os anos. É literalmente um “adubo grátis”, distribuído pelo Rio Amazonas como se fosse um ministro da agricultura competente.

Minha Querida Marina, eu estava escrevendo para a senhora e a televisão estava mostrando um caminhoneiro saindo de dentro do seu tanque de guerra, com muitos eixos, virado, como um herói olímpico, vivo, ao escapar de um deslizamento no barro molhado da BR-319 e sem poder levar para o mercado, o que ele produziu dentro da selva, cercado de cobras, onças, jacarés, anofelinos, tatuquiras, giárdias, amebas e malária. Ele só queria vender a sua produção.

A Br-319 também servirá para escoar as milhares de toneladas de proteína do peixe que estarão estocadas nas geladeiras dos nossos lagos. Aí eu acordarei de uma vez.

Dra. Marina, liberte o Agro de Deus, desatarraxe a BR-319! É cruel!

Roberto Caminha Filho, economista, já estava na BR-319 quando o Presidente Geisel e o Governador Enock Reis a inauguraram, em 27 de março de 1976. Tenha dó, Dra. Marina!

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