
O Brasil endoidou (por Ricardo Guedes)
O Brasil sempre foi maníaco-depressivo, oscilando para cima no ufanismo do futebol, para baixo na maior depressão do tipo “não somos nada”

O Brasil sempre foi maníaco-depressivo, oscilando para cima no ufanismo do futebol, e de momentos exitosos da economia, episódicos, e oscilando para baixo na maior depressão do tipo “não somos nada”, como atualmente, na expressão da população. Mas, hoje, já passamos do maníaco-depressivo para a mais completa loucura.
Uma pessoa que muito estimei, inteligente e perspicaz, uma vez me perguntou quando eu disse que alguém era doido:
− “Come estrume? Joga dinheiro pela janela? Se não, não é doido”. Meio forte, mas verdadeiro.
Hoje, a nossa classe política, da direita à esquerda, certamente, não “come estrume”, muito pelo contrário. Mas joga dinheiro fora, dos outros, em quantias que vão, inevitavelmente, afetar a todos. O caminho é o da auto aniquilação; ficaram doidos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa Teoria Freudiana, de forma simplista, existem as “neuroses”, com as dificuldades de se interpretar a realidade; as “esquizofrenias”, com o desligamento da realidade; e as psicoses, com a anulação do certo e do errado. O Brasil, hoje, parece estar “psicótico”, sem o remorso do amanhã.
O Brasil tem coisas boas e coisas ruins. O mercado financeiro, o agrobusiness, a Embraer, dentre outros, são ícones do nosso Brasil; e a pobreza, a violência, e a falta de um consenso mínimo entre as elites pelo bem do país, são os nossos senões. A classe política se dissociou, completamente, de um objetivo de nação.
“Brasil, meu Brasil brasileiro!”. “Don’t cry for me Argentina…”. “Vive la France!”. Estamos sem lema. E, como dizem os Americanos, vamos ter “consequências”.
A ver.
Ricardo Guedes é Ph.D. pela Universidade de Chicago

