Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Foto de Blog do Noblat
Coluna Blog do Noblat
Blog do Noblat - 22 anos

4 milhões de votos (por Tânia Fusco)

As ruas, cada vez mais cheias, inflavam a confiança. Pesquisas faziam cinzas no fogo aceso da esperança na vitória

04/11/2026 09:00, atualizado 04/11/2026 09:30
TV Globo/Reprodução
Presidente Lula (PT)

Dez dias passados e o sorriso da vitória ainda vem pro rosto muitas vezes por dia. Na rua, com conhecidos ou não, ainda nos reconhecemos no L feito com as mãos.  Vencemos. E nunca uma vitória foi tão nossa – de cada um e de todo mundo junto. Lutamos com fé e na fé vencemos. Por nocaute!

4 milhões de votos não deixam dúvidas do NÃO dado ao risco do desmancha-tudo e mais todo o escondido na fala arrogante, preconceituosa, mentirosa do candidato que, derrotado, fugiu. Foi de retro. (Tomara que para sempre. Amém!)

Até o surpreendente e delicioso nocaute, sobrevivemos como Deus quis entre o medo e o medo. As ruas, cada vez mais cheias, inflavam a confiança. Pesquisas faziam cinzas no fogo aceso da esperança na vitória.

Andei pela casa, recitando. Deus de misericórdia, não deixe o Brasil cair nas mãos desses… Era um mantra. Um rememorar de invocação cristã que, por anos e anos, ficou esquecida.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Tão forte era o sentimento de responsabilidade pessoal com o resultado da eleição perigosa e ameaçadora de retrocessos para o país, de ameaças à democracia, soberania que, além de ir às ruas, fomos também aos santos, aos orixás, pajés, fadas e bruxas, implorar pela vitória.

Mais perto chegava o dia D da votação, comecei somar promessas à invocação por misericórdia divina. Assim, amanheci no dia 26/10 com dívidas contraídas, principalmente com Nossa Senhora Aparecida.

Devo visita ao Santuário na cidade de Aparecida. Vou até o Natal com zero doces na geladeira, nos armários, na boca. (Confesso que dei umas derrapadas aqui. Não por esperteza, mas por esquecimento. Mas já endireitei o rumo!)

Cigarros de todos os naipes estão suspensos pelos próximos quatro anos. Até a eleição presidencial de 2030. Como aqui o sacrifício é bem grande, pedi uma semana de bônus. A proibição passou a valer só agora em novembro.

Jurei de joelhos no chão que, vitoriosa, não seria soberba ou agressiva na alegria da comemoração. Ou seja, não subiria no salto. Ficaria nas franciscanas sandálias da humildade.

Confesso, até aqui, este tem sido o prometido mais difícil de cumprir.  É muito forte a tentação de dar uma tripudiadinha nos perdedores… Mas, na elegância, tenho resistido.

O saldo dos 4 milhões de votos não permite desrespeito aos santos – os dos céus e os de carne osso – de todas as idades – que, nas urnas, deixaram bem desenhado, o mapa do país que a maioria quer. Para todos.

PS.: Pedidos e promessas foram, claro e por motivos óbvios, estendidos pró Democratas nos USA. Na madrugada de desta quarta-feira, 4/11, parece, de novo, que Deus e Nossa Senhora Aparecida seguem fechados conosco no paz e amor para todos e sem gostar nada do Trump e seus assemelhados. Amém.