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A PEC Eleitoral, a encruzilhada da oposição e a corrida contra o tempo

Semana pode ser das mais decisivas para o futuro das eleições: governo vai correr para aprovar e opositores vão correr para adiar

04/07/2022 10:00
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Guilherme Prímola/Metrópoles
lula e bolsonaro

A semana que começa hoje não tem cara, mas pode ser das mais decisivas para o governo e, por que não dizer, e também para o futuro das eleições.

A PEC 01 de 2022, batizada de nomes diversos, como PEC Eleitoral e PEC Kamikaze, entra na pauta da Câmara. Já há um roteiro traçado por Arthur Lira (PP-AL) para aprovar essa semana. Tem voto, adquiridos pela dinheirama do orçamento secreto, para aprová-la.

A oposição, muito especial o PT, se vê numa encruzilhada. A bancada de 56 deputados está reflexiva, é o termo devido, sobre o que fazer. Tendência é votar a favor e com votos de todos, como sempre funcionou no partido. Decisão tomada pela maioria é acompanhada de forma unânime. 

Os líderes do PT, a partir de Lula, bateram na PEC. O presidenciável chamou da PEC da “compra de voto” para  Bolsonaro. Mas os petistas também da Câmara, como fizeram seus senadores, deverão votar a favor também.

O que resta então ao PT e à oposição? Tentar protelar ao máximo a ida do texto ao plenário. Quase impossível. O partido vota a favor, mas quer ver seus efeitos demorarem a cair nas contas do povo. Quanto mais perto do dia 2 de outubro isso ocorrer,  melhor.

A emenda constitucional prevê auxílios e benefícios que já vão ser pagos ainda em julho, quando promulgada, e outras só a partir de agosto. Uma semana nesse calendário pode ajudar. É o que o PT quer.