O milagre chamado vitamina D

Essa substância é fundamental para o desenvolvimento neuronal do bebê, principalmente no primeiro trimestre de gravidez

atualizado 11/07/2019 23:33

Sou uma defensora e ativista ferrenha do uso da vitamina D, ou melhor, do hormônio D. Sim, essa conhecida vitamina na verdade é uma molécula chamada 7-DEHIDROCOLESTEROL, que através do fígado se transforma em 25-HIDROXI-VITAMINA D e COLECALCIFEROL. Dessas substâncias será produzida nos rins uma molécula vital para a vida, para os nossos sistemas, principalmente imunológico, para a sinalização genética e epigenética chamada 1,25-DI-HIDROXIVITAMINA D3 ou CALCITRIOL, mais conhecida como vitamina D.

Essa molécula foi descoberta em 1928, época em que eram muito rudimentares os sistemas de isolamento e descobertas de novas moléculas e o pesquisador a denominou de vitamina D em homenagem à matéria-prima que nosso corpo produz para fabricá-la. Hoje, sabe-se que trata-se de um hormônio esteroide produzido na mesma cascata de hormônios, segundo o Dr. Italo Rachid, em que são produzidos a testosterona, estradiol, progesterona, cortisol e que controla mais de 3.500 genes no corpo humano.

Ainda segundo o Dr. Rachid, o hormônio D é fundamental para o controle e tolerância do sistema imunológico, para a produção de antibióticos naturais e, portanto, destroem micro-organismos invasores, como vírus, bactérias ou parasitas, além de ser fundamental para o metabolismo da glicose, pois controla a produção pancreática de insulina.

É também fundamental para o desenvolvimento neuronal, principalmente no primeiro trimestre de gravidez – estudos comprovam que mães deficientes de vit D geram crianças deficientes e portadoras de poliformismos genéticos e isso se expressa como doenças cada vez mais frequentes na sociedade, como autismo e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

Conheci a fundo sobre a vitamina D justamente na minha gestação, pois meu médico aumentou muito minha dose diária e me explicou que não haveria com o que se preocupar quanto a zika, dengue e etc, pois níveis altos da vitamina D em uma pessoa afasta qualquer manifestação desses mosquitos, por mais que ele efetivamente desse a picada.

Também me deixou tranquila quanto a gripes, resfriados e doenças em geral, pois ela aumenta tremendamente o sistema imunológico. Hoje, entendo quando ele queria dizer que a verdadeira vacina para gripe se chama vitamina D.

Além disso, com as doses certas da vitamina D, eu garanto o atingimento da altura geneticamente programada para meu filho, afasto a chance de ele ter diabetes tipo 1, retardo do desenvolvimento intelectual e doenças autoimunes como vitiligo, artrite reumatoide, esclerose múltipla e Alzheimer, entre outras mil doenças. E, de fato, nem sequer peguei um resfriado durante toda a gestação.

Valores de referência
Outra observação importante é quanto aos valores de referência indicados pelos laboratórios e por muitos médicos. A maioria entende que um bom nível do hormônio seria entre 20ng/dl e 60ng/dl. Segundo especialistas, esses números que o Brasil adota estão defasados em comparação com o resto do mundo e, para que o hormônio tenha toda essa eficácia, os níveis devem estar no mínimo com 50ng/dl.

Existem três maneiras de fabricar vitamina D: pela exposição solar, por algumas fontes de alimentos e fazendo a suplementação.

Hoje, estima-se que quase 80% da população mundial sejam deficientes de vitamina D. Vivemos uma pan-hipovitaminose desse hormônio. Isso explica o aumento crescente dos casos de doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite, psoríase e lúpus entre outras.

Além desses problemas, a deficiência da vitamina D pode causar 17 tipos de câncer, autismo, diabetes tipo 2, depressão, doenças cardiovasculares, disfunções oculares e muito mais.

Verifique seus níveis
Se você se sente constantemente cansado, sempre doente, com sono, com dores musculares, nas articulações, depressão e uma possível resistência à insulina, é a hora de fazer um exame de sangue e verificar seus níveis.

O Dr. Rachid insiste que a vitamina D é a ferramenta mais fácil de se controlar as mortes por doenças mais estúpidas e desnecessárias ao redor do mundo, doenças que levam milhões de pessoas a morrerem de forma completamente desnecessária e evitável.

Afirma ainda que os governos dos países poderiam resolver, pelo menos, 50% a 70% dos custos com tratamentos de doenças se apenas, ao invés de antibióticos e medicamentos antidepressivos, fornecessem gratuitamente o estoque necessário diário de vitamina D para que a população atingisse o nível sérico de pelo menos 50ng/dc, taxa considerada minimamente protetora.

Portanto, não percamos tempo. Sim à vitamina D.

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