Porção de “peixe podre” de R$ 450 acaba em confusão em praia do RJ
Em meio ao debate sobre a conduta de comerciantes em praias, um vídeo de turistas discutindo com um atendente em Cabo Frio (RJ) viralizou
atualizado
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Em meio às recentes polêmicas sobre a conduta de comerciantes em praias, um vídeo gravado na Praia do Forte, em Cabo Frio (RJ), ganhou repercussão nas redes sociais. As imagens mostram um grupo de turistas discutindo com o atendente de uma barraca após a compra de uma porção de peixe frito.
No registro, a jovem Paola Rinco e cinco amigos relataram ter pago R$ 450 por uma porção de peixe frito com batatas, valor que seria dividido entre os seis. Segundo o grupo, o prato chegou inadequado para consumo. “R$ 450 em uma porção com peixe podre”, escreveu a turista ao publicar o conteúdo.
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A situação gerou uma discussão em que o atendente insiste que o pagamento seja feito, enquanto os clientes afirmam que não conseguiram comer a refeição. “Se estivesse gostoso, a gente tinha comido tudo, porque com a fome que a gente está..”, disse uma das jovens. “A gente ainda está com fome, moço”, completou.
O atendente, por sua vez, argumenta que a reclamação deveria ter sido feita antes e cobra o valor do pedido. A porção não foi finalizada e acabou sendo paga por um dos integrantes do grupo.
Nos comentários da publicação, um internauta identificado como Changão afirmou ser o atendente que aparece no vídeo. Ele contestou a versão apresentada pelos turistas e disse que os preços estavam descritos no cardápio.
“Não tinha nada estragado, elas não comeram só cinco pedaços cada, comeram quase tudo. Por que não mostraram a bandeja quase vazia?”, escreveu.
Procurada pelo Metrópoles, Paola reafirmou a versão compartilhada nas redes e acrescentou que, apesar do ocorrido, recebeu um bom atendimento em outras praias da cidade. “O peixe parecia estar sujo e foi frito em uma gordura de sei lá quanto tempo, a batata também sem condições. Se estivesse em boas condições jamais tínhamos feito isso, até por que estávamos com muita fome!”, escreveu.
Changão também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Porto de Galinhas
O episódio ocorre em meio a um momento de tensão envolvendo barracas de praia e denúncias de abusos contra turistas. O debate se intensificou após um casal de turistas de Mato Grosso ser fortemente agredido em 27 de dezembro na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, após uma discussão sobre a cobrança pelo uso de cadeiras e barracas.
Os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta afirmam que se recusaram a pagar um valor maior do que o previamente combinado, o que teria provocado a confusão. O episódio motivou ações da prefeitura de Ipojuca, que realizou fiscalizações entre 29 de dezembro e 4 de janeiro. Ao todo, 88 barracas foram intimadas a atualizar a lista de funcionários e apresentar os cardápios aos agentes municipais.








