Além de Christa Pike, outro condenado já sobreviveu a tentativa de execução
Christa Pike sobreviveu após receber duas injeções letais. Um caso semelhante aconteceu com Tony Carruthers, também no Tennessee

O caso de Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais após passar quase 30 anos no corredor da morte, reacendeu uma situação parecida que também aconteceu no Tennessee (EUA) meses atrás. Em maio deste ano, Tony Carruthers teve sua execução cancelada após funcionários não conseguirem encontrar uma veia para administrar a injeção letal.
Tony Carruthers foi condenado em 1996 por três homicídios em primeiro grau pela morte de Marcellos “Cello” Anderson, a mãe dele, Delois Anderson, e Freddrick Tucker. Ele recebeu pena de morte para cada uma das três vítimas.
O criminoso sequestrou e matou as três pessoas em fevereiro de 1994 em Memphis, no Tennessee. O trio teve as mãos amarradas e foi enterrado em uma cova de um cemitério, sob um caixão.
Carruthers deveria ser executado por injeção letal em 21 de maio deste ano, mas a execução foi cancelada após uma hora de tentativas para estabelecer o acesso no preso. O governador do Tennessee, Bill Lee, concedeu então a suspensão de um ano da execução.
Caso Christa Pike
O caso de Christa Pike ganhou repercussão mundial após a criminosa ter sobrevivido a duas injeções letais, recebidas na quarta-feira (30/9). Assim como no caso de Carruthers, Bill Lee suspendeu as execuções para investigar o que aconteceu.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNeste momento, a mulher, de 50 anos, passa por cuidados “para salvar sua vida” em um hospital e, segundo seus advogados, “não perdeu a consciência, ainda tem batimentos cardíacos e está roncando audivelmente”.
Um médico contratado pela equipe jurídica da condenada afirmou que ela provavelmente sofreu uma lesão cerebral. Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.
A mulher foi condenada à morte aos 18 anos após ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, espancarem com um pedaço de concreto e matarem a facadas Colleen Slemmer, de 19, em uma área de mata em Knoxville, em 12 de janeiro de 1995. O assassinato foi motivado por ciúmes.
Shipp tinha 17 anos quando o crime ocorreu e recebeu pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional. Pike foi condenada à morte e, posteriormente, diagnosticada com transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático.







