Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Quem é a mulher que sobreviveu a duas injeções letais no corredor da morte

Mulher, de 50 anos, foi coondenada à morte quando tinha 18 anos, após um assassinato brutal por motivo fútil

01/10/2026 11:46, atualizado 01/10/2026 12:19
Reprodução/Redes sociais
Christa Pike chora após ser sentenciada em pena de morte em 1995 - Metrópoles

A norte-americana Christa Pike, que passou quase 30 anos no corredor da morte, chamou a atenção após ter sobrevivido a duas injeções letais, recebidas na quarta-feira (30/9). O caso ganhou ainda mais repercussão depois de o governador do Tennessee suspender as execuções para investigar o que aconteceu.

Neste momento, a mulher, de 50 anos, passa por cuidados “para salvar sua vida” em um hospital e, segundo seus advogados, “não perdeu a consciência, ainda tem batimentos cardíacos e está roncando audivelmente”.

Um médico contratado pela equipe jurídica da condenada afirmou que ela provavelmente sofreu uma lesão cerebral. Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.

Pike foi condenada à morte aos 18 anos após ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, espancarem com um pedaço de concreto e matarem a facadas Colleen Slemmer, de 19, em uma área de mata em Knoxville, em 12 de janeiro de 1995.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O assassinato foi motivado por ciúmes, já que Pike temia que Slemmer estivesse tentando roubar seu namorado. O corpo da jovem foi encontrado com um pentagrama entalhado no peito, feito por Shipp, com um estilete.

Quem é a mulher que sobreviveu a duas injeções letais no corredor da morte - destaque galeria
9 imagens
Christa Pike em julgamento
Tadaryl Shipp, namorado de Pike, e Shadolla Peterson, cúmplice que ajudou a vigiar enquanto o crime acontecia
Christa Pike em mais uma julgamento
Christa Pike em mais uma julgamento no Tennessee
Christa Pike em prisão - Metrópoles
Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA
1 de 9

Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA

TDOC/Reprodução
Christa Pike em julgamento
2 de 9

Christa Pike em julgamento

Reprodução/Redes sociais
Tadaryl Shipp, namorado de Pike, e Shadolla Peterson, cúmplice que ajudou a vigiar enquanto o crime acontecia
3 de 9

Tadaryl Shipp, namorado de Pike, e Shadolla Peterson, cúmplice que ajudou a vigiar enquanto o crime acontecia

Reprodução/Redes sociais
Christa Pike em mais uma julgamento
4 de 9

Christa Pike em mais uma julgamento

Reprodução/Redes sociais
Christa Pike em mais uma julgamento no Tennessee
5 de 9

Christa Pike em mais uma julgamento no Tennessee

Reprodução/Redes sociais
Christa Pike em prisão - Metrópoles
6 de 9

Christa Pike em prisão - Metrópoles

Reprodução/Redes sociais
Colleen Slemmer, de 19
7 de 9

Colleen Slemmer, de 19

Colleen Slemmer, de 19, morta por ciúmes aos 19 anos
8 de 9

Colleen Slemmer, de 19, morta por ciúmes aos 19 anos

Reprodução/Redes sociais
Quem é a mulher que sobreviveu a duas injeções letais no corredor da morte - imagem 9
9 de 9

Reprodução/X

Shipp tinha 17 anos quando o crime ocorreu e recebeu pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional. Pike foi condenada à morte e, posteriormente, diagnosticada com transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático.

No pedido de clemência, ela afirmou que pretendia apenas brigar com a rival, mas não teria conseguido se controlar. “Eu era uma jovem de 18 anos com doença mental. Levei muitos anos até compreender a gravidade do que havia feito”, declarou Pike.

Além da idade, os advogados de Pike defendem que ela teve uma infância excepcionalmente traumática e abusiva, com histórico documentado de abuso sexual infantil (ela teria sido estuprada dos 11 e aos 17 anos), abandono e negligência, Eles tentaram por anos anular a sentença de morte, sem sucesso.

Outro argumento usado pela defesa foi endossado pelo defensor público federal assistente Stephen Ferrell, à mídia internacional, que confirmou que o caso de Pike é excepcional, porque outros condenados de 18 anos no Tennessee tiveram as penas de morte anuladas.

Um terceiro adolescente também admitiu ter sido cúmplice do crime, mas recebeu liberdade condicional.