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Christa Pike: série resgata crime de mulher que sobreviveu a injeção letal

Christa Pike foi condenada à pena de morte, mas sobreviveu à execução nesta quarta-feira (30/10)

01/10/2026 12:00, atualizado 01/10/2026 12:18
TDOC/Reprodução
Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA

O caso de Christa Pike, condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, voltou a ser comentado nas redes sociais após ela sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal nesta quarta-feira (30/9). O crime ocorreu em 1995, quando Christa tinha 18 anos, e teve como vítima uma jovem de 19 anos que, segundo as investigações, ela acreditava estar interessada em seu namorado, Tadaryl Shipp.

O caso é um dos mais famosos dos Estados Unidos porque Christa se tornou a mulher mais jovem condenada à morte nos EUA no período moderno e por ser a única mulher no corredor da morte no estado do Tennessee.

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Colleen Slemmer tinha 19 anos quando foi assassinada por Christa Pike
Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA
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Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUA

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Colleen Slemmer tinha 19 anos quando foi assassinada por Christa Pike
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Colleen Slemmer tinha 19 anos quando foi assassinada por Christa Pike

O crime foi retratado no documentário Garotas Malvadas, que conta histórias de crimes cometidos por mulheres. A história de Pike é apresentada no episódio 9 da segunda temporada, intitulado Ela é o Diabo. A produção está disponível na HBO Max.

Pike, hoje com 50 anos, seria executada nesta quarta-feira (30/10), mas sobreviveu a duas doses da injeção letal. Ela foi levada a um hospital para receber atendimento médico. O caso está sob revisão e ainda não há confirmação se outra data será marcada para a execução dela.

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Entenda o crime

Christa conheceu Colleen Slemmer em um acampamento de treinamento profissional para adolescentes em Knoxville, no Tennessee. Segundo as investigações, pouco depois de se conhecerem, Pike passou a sentir ciúmes da jovem por acreditar que ela estava interessada no namorado dela, Tadaryl Shipp.

Em janeiro de 1995, Pike, Shipp e uma outra adolescente, Shadolla Peterson, atacaram Colleen. A vítima foi espancada e torturada antes de morrer. O corpo foi encontrado com um pentagrama esculpido no peito.

A mulher confessou o crime e, em março de 1996, foi condenada à morte por homicídio em primeiro grau e conspiração para cometer homicídio.

O namorado dela, que tinha 17 anos na época, recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional e não poderia receber a pena de morte por ser menor de idade. Shadolla  Peterson, que não participou diretamente das agressões, fez um acordo com a promotoria e testemunhou contra os envolvidos.

Ao longo dos anos, a defesa dela apresentou vários recursos para tentar impedir a execução. Entre os argumentos, está o histórico de abusos sofridos por Pike na infância e questões relacionadas à saúde mental não foram devidamente considerados durante o julgamento.

Em setembro, uma corte federal chegou a suspender temporariamente a execução, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou que o procedimento prosseguisse. Nesta quarta-feira (30/9), foram administradas duas doses de pentobarbital, mas Pike continuou viva. Ela foi levada para uma unidade médica fora da prisão.

Após o episódio, o governador do Tennessee, Bill Lee, anunciou a suspensão das execuções no estado pelo restante de 2026 e determinou uma revisão independente do procedimento.

Veja masi sobre o caso: