Mulher é morta no Distrito Federal. Sobrinho é suspeito do crime

Vítima de 68 anos foi sufocada até a morte pelo acusado. Crime ocorreu no Condomínio La Fonte, no Paranoá

atualizado 08/08/2019 13:50

duas mãosReprodução

Uma mulher identificada como Maria Almeida do Vale, de 68 anos, foi brutalmente assassinada na manhã desta quinta-feira (08/08/2019), no Condomínio La Fonte, na DF-250, no Paranoá. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) acredita que o suspeito do crime seja o sobrinho da vítima, de 39 anos. Após cometer o crime, ele teria pego R$ 600 da mãe e fugido de moto, conforme informado pela corporação.

Ao chegarem no local do crime, agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) se depararam com uma cena chocante. De acordo com a delegada-chefe da unidade policial, Jane Klébia, o corpo da mulher apresentava diversas lesões pelo corpo – principalmente no pescoço, indicando que a vítima teria sido estrangulada até a morte.

“O rosto estava coberto com uma camisa e ela usava um capacete. Pode ser que ele tenha a agredido com esse capacete. Havia muito sangue e cabelo da vítima espalhados pelo chão e também nas paredes”, detalhou a delegada.

A delegada-chefe disse, ainda, que a mulher não morava no DF e estava visitando a família. “Recebemos informações de que ele seria usuário de drogas e, em um momento de surto, sob o efeito de entorpecentes, sem qualquer motivação, teria matado a tia”. Por enquanto, a PCDF descarta a tese de feminicídio. Se confirmada a linha de investigação, Maria seria a 16ª vítima do crime na capital em 2019.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado para prestar socorro à vítima, mas, quando a equipe chegou ao local, Maria já estava sem os sinais vitais.

Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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