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Vídeo: avô pede ajuda da neta para descobrir se conteúdo é IA

Interação entre avô e neta sobre inteligência artificial conquista a web e reflete uma dúvida cada vez mais comum nas redes sociais

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Reprodução/Instagram/@neafeas
Montagem com imagens de uma menina interagindo com o avô
1 de 1 Montagem com imagens de uma menina interagindo com o avô - Foto: Reprodução/Instagram/@neafeas

A internet vive um momento curioso: nunca foi tão fácil produzir imagens, vídeos e áudios extremamente realistas — e nunca foi tão difícil distinguir o que é verdadeiro do que foi criado por inteligência artificial. Um vídeo que viralizou nas redes sociais nos últimos dias traduz exatamente essa sensação coletiva.

Na gravação, publicada no Instagram, um avô aparece navegando pelo celular enquanto recorre constantemente à neta para tirar uma dúvida que se tornou comum no mundo digital: “É ou não é IA?”. A cada novo conteúdo que aparece na tela, ele aparece com cara de dúvida se aquilo foi feito por inteligência artificial.

 

O alcance da publicação ajuda a explicar o sucesso do momento. O vídeo já ultrapassa 13 milhões de visualizações, acumulando milhares de curtidas e comentários de usuários que se reconheceram na situação.

Repercussão

Entre as reações, muitos internautas relatam viver algo parecido com familiares mais velhos que tentam entender a avalanche de conteúdos criados por inteligência artificial.

Um comentário que chamou atenção resume bem essa experiência cotidiana. “A pobre da minha mãe fica tão frustrada comigo alertando que tudo é IA e também brava que isso existe”, escreveu um seguidor.

Outro comentário viralizou pela forma bem-humorada de descrever a relação entre o avô e a neta no vídeo. “Verificação de dois fatores”, brincou uma usuária, comparando a menina a um sistema de confirmação humana para checar se algo é real ou não.

A dúvida que virou parte da rotina digital

Até poucos anos atrás, identificar um conteúdo artificial era relativamente fácil. Imagens geradas por computador costumavam ter erros evidentes, como mãos com dedos extras, rostos distorcidos ou proporções estranhas.

Hoje, no entanto, a tecnologia avançou rapidamente. Ferramentas de inteligência artificial conseguem criar imagens, vídeos e até vozes com um nível de realismo que impressiona.

Cenas com iluminação natural, movimentos convincentes e detalhes minuciosos — como textura da pele, reflexos ou fios de cabelo — são geradas digitalmente em questão de segundos.

Esse avanço tecnológico faz com que muitos conteúdos passem despercebidos como criações artificiais. Fotografias de paisagens inexistentes, retratos hiper-realistas ou vídeos curtos podem circular nas redes como se fossem registros genuínos.

Não é surpresa, portanto, que pessoas de diferentes gerações passem a recorrer umas às outras para tentar decifrar o que é verdadeiro e o que foi produzido por IA — exatamente como acontece no vídeo entre o avô e a neta.

Quando a IA engana

Apesar da evolução impressionante, ainda existem dois extremos bastante visíveis quando se fala em conteúdo gerado por inteligência artificial.

De um lado, estão produções extremamente sofisticadas. Alguns vídeos e imagens são tão bem feitos que conseguem enganar até usuários mais atentos.

Do outro lado, também existem criações que praticamente “entregam” que foram feitas por IA. É o caso de vídeos que circulam nas redes mostrando cachorrinhos dançando músicas virais, gatos tocando instrumentos ou animais participando de coreografias elaboradas.

Esses conteúdos costumam ter movimentos exagerados, estética caricata ou animações um pouco artificiais. Ainda assim, fazem sucesso por serem curiosos e divertidos.

Enquanto algumas criações são claramente artificiais, outras atingem um nível de realismo que confunde o olhar.

A internet virou um grande detector de IA

Com a popularização dessas ferramentas, muitos usuários passaram a desenvolver uma espécie de instinto investigativo ao consumir conteúdos online.

Internautas observam detalhes como sombras, reflexos, mãos, olhos e movimentos de câmera para tentar identificar sinais de inteligência artificial. Em muitos casos, essa análise acontece coletivamente nos comentários.

Frases como “isso é IA”, “parece real” ou “tem cara de inteligência artificial” aparecem com frequência nas discussões de vídeos e imagens virais.

Esse comportamento transformou as redes sociais em um espaço colaborativo de investigação digital — uma espécie de caça coletiva para descobrir a origem de determinado conteúdo.

IA cada vez mais presente no cotidiano

A inteligência artificial também já faz parte de muitas ferramentas usadas diariamente. Aplicativos de fotografia utilizam IA para melhorar imagens automaticamente. Plataformas de streaming sugerem filmes e músicas com base em algoritmos inteligentes. Assistentes virtuais ajudam a responder perguntas, organizar tarefas e até criar textos.

No campo criativo, programas capazes de gerar imagens, vídeos e músicas se tornaram acessíveis para milhões de pessoas. Isso ampliou muito a quantidade de conteúdos produzidos com ajuda da tecnologia.

Em meio a esse cenário, situações como a do vídeo viral — em que um avô recorre à neta para descobrir se algo é real ou artificial — se tornam cada vez mais comuns no cotidiano digital.

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