Mercados apostam em scanners de frutas com Inteligência Artificial
Tecnologia com inteligência artificial e infravermelho revela o ponto exato da fruta e promete cortar desperdício no hortifruti
atualizado
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Escolher o abacate perfeito sempre foi quase um ritual místico: aperta de leve, observa a casca, faz cara de especialista… e reza. Mas em Dubai, a cena ganhou ares futuristas. Um supermercado decidiu aposentar o “teste do dedinho” e colocou a inteligência artificial para trabalhar no lugar da pressão manual.
Nos corredores do hortifruti do The Fresh Market, clientes agora contam com um scanner que analisa o interior do abacate sem precisar ferir a casca. A tecnologia combina inteligência artificial com sensores de infravermelho capazes de identificar o estágio de maturação da fruta em poucos segundos. É como se o abacate passasse por um check-up gourmet ali mesmo.
O equipamento avalia dados internos — invisíveis a olho nu — e informa se o abacate está pronto para virar um guacamole cremoso ou se ainda aguenta alguns dias antes de ser fatiado sobre uma salada.
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A grande sacada? Evitar aquele festival de apertões que deixa frutas marcadas e acelera o descarte. Ao substituir o toque pelo escaneamento, o supermercado protege o alimento e oferece uma escolha muito mais precisa ao consumidor. Resultado: menos produtos danificados nas prateleiras e menos comida indo parar no lixo.
Novas metas
E a ambição não para no abacate. A startup responsável por essa tecnologia já trabalha para aplicar o mesmo sistema em frutas como morangos, tomates e mangas — itens em que prever o tempo de prateleira é um verdadeiro desafio logístico. A ideia é criar uma base global de dados capaz de mapear padrões de amadurecimento e ajudar varejistas a tomar decisões mais inteligentes sobre estoque e distribuição.
Em um cenário global onde milhões de toneladas de alimentos são descartadas todos os anos por estarem “fora do ponto” ou danificadas, iniciativas como essa colocam a tecnologia como ingrediente principal da sustentabilidade. Não é apenas sobre praticidade, é sobre eficiência, economia e responsabilidade ambiental.
Dubai, conhecida por investir pesado em inovação, transforma até o simples ato de escolher frutas em uma experiência high-tech. E fica a pergunta que ecoa pelos corredores brasileiros: imagine essa tecnologia nos nossos supermercados, ajudando consumidores a comprar no ponto certo e reduzindo perdas?
Em um país tropical que produz e consome frutas em abundância, scanners inteligentes poderiam significar menos desperdício, mais economia no bolso e mais respeito ao alimento.
