Uso prolongado de omeprazol pode causar deficiência de vitamina B12
Medicamento popular no tratamento da acidez estomacal pode trazer riscos à saúde quando utilizado por longos períodos sem orientação médica
atualizado
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Presente nas prateleiras de farmácias e no armário de muitos brasileiros, o omeprazol é um dos medicamentos mais prescritos para tratar gastrite, refluxo e outros problemas gástricos. No entanto, o uso contínuo e sem supervisão médica desse tipo de remédio — que pertence à classe dos inibidores de bomba de prótons — pode trazer riscos sérios à saúde, como deficiência de vitamina B12, entre outras complicações.
A explicação está no próprio mecanismo de ação do omeprazol: ele reduz a produção de ácido no estômago. Embora isso alivie sintomas de azia e queimação, o ácido gástrico também é essencial para a absorção adequada de nutrientes, incluindo a vitamina B12, o magnésio, o cálcio e o ferro.
A deficiência de B12, em especial, pode levar a anemia, fadiga, alterações neurológicas e até quadros de depressão e confusão mental, especialmente em idosos. O risco aumenta quando o medicamento é usado por mais de dois a três meses seguidos, como alertam estudos recentes e órgãos internacionais de saúde.
Além disso, o uso crônico de omeprazol pode alterar a microbiota intestinal, facilitar infecções gastrointestinais e até aumentar o risco de fraturas ósseas, devido à diminuição na absorção de cálcio.
O alerta não é para que o medicamento deixe de ser utilizado, mas sim para que seja tomado com critério e sob orientação médica. Em muitos casos, mudanças no estilo de vida — como reduzir o consumo de café, álcool, cigarro e alimentos gordurosos — podem ser alternativas eficazes no controle dos sintomas gástricos, evitando a dependência do remédio e os possíveis desdobramentos do uso por longos períodos.














