Três raízes que combatem a hipertensão e protegem a saúde vascular
Médico aponta como algumas raízes podem atuar na dilatação dos vasos e no controle do colesterol ruim
atualizado
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A busca por uma longevidade saudável passa, invariavelmente, pelo que colocamos no prato. No campo da saúde cardiovascular, pequenos ajustes na dieta podem oferecer benefícios comparáveis a intervenções preventivas de ponta. Segundo o médico Herik Oliveira, cirurgião vascular e especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o segredo para uma circulação eficiente pode estar escondido em três raízes comuns na mesa dos brasileiros: beterraba, cúrcuma e gengibre.
Esses alimentos atuam como aliados estratégicos do sistema circulatório, combatendo desde a inflamação crônica até a formação de coágulos perigosos. “Elas funcionam como vasodilatadores naturais e antioxidantes que protegem a integridade dos vasos”, afirma o especialista.
Entenda
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Vasodilatação natural: o nitrato da beterraba expande os vasos sanguíneos, facilitando a passagem do sangue e reduzindo a pressão arterial.
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Ação antitrombótica: compostos do gengibre impedem que as plaquetas se agrupem, reduzindo o risco de trombos e coágulos.
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Proteção das artérias: a cúrcuma combate os radicais livres, evitando o desgaste das paredes internas do coração e das veias.
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Controle de lipídios: o consumo regular auxilia na redução dos níveis de colesterol LDL e triglicerídeos.
O poder das raízes no organismo
Cada uma dessas raízes desempenha um papel específico na manutenção da “máquina” cardiovascular. A beterraba, por exemplo, é uma fonte abundante de nitrato inorgânico. Uma vez ingerido, esse composto é convertido em óxido nítrico, um gás que relaxa os músculos das paredes arteriais. O resultado é um controle mais eficaz da hipertensão.
Já o gengibre destaca-se pelo gingerol. Além de sua conhecida ação anti-inflamatória, ele possui propriedades antiagregantes. Na prática, isso significa que ele dificulta a formação de coágulos que poderiam causar complicações graves. “Ele atua ainda no perfil lipídico, ajudando a baixar o colesterol ruim (LDL) e os triglicerídeos”, explica Herik Oliveira.
A cúrcuma, por sua vez, traz a curcumina como protagonista. Por ser um antioxidante potente, ela reduz o estresse oxidativo, que é uma das principais causas de envelhecimento precoce do sistema cardiovascular. Ao controlar a inflamação crônica, a raiz blinda o coração contra danos estruturais.
Como consumir para obter resultados
Para que os benefícios sejam aproveitados, o cirurgião vascular destaca que a forma de preparo é essencial:
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Beterraba: pode ser consumida crua em saladas ou batida em sucos para preservar os nitratos.
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Cúrcuma: o ideal é utilizá-la em pó ou fresca, sempre acompanhada de uma pitada de pimenta-do-reino, que aumenta significativamente a absorção da curcumina pelo corpo.
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Gengibre: versátil, pode ser administrado em chás, ralado em sucos naturais ou como tempero em pratos quentes.
Embora naturais, o especialista reforça que essas raízes devem complementar um estilo de vida saudável e não substituem tratamentos médicos prescritos para condições crônicas.




















