Sergio Camargo: dançarinos emocionam em apresentação inédita na mostra

A exposição de Sergio Camargo no Teatro Nacional foi tomada pela dança em apresentação inédita do grupo Síntese Cia da Dança

atualizado

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Wey Alves / Metrópoles
Brasília (DF), 12/02/26. O Teatro Nacional de Brasília recebe intervenção artística de dança interativa no foyer da Sala Villa-Lobos, em diálogo com a exposição “É PAU É PEDRA”, de Ser
1 de 1 Brasília (DF), 12/02/26. O Teatro Nacional de Brasília recebe intervenção artística de dança interativa no foyer da Sala Villa-Lobos, em diálogo com a exposição “É PAU É PEDRA”, de Ser - Foto: Wey Alves / Metrópoles

A dança contemporânea do grupo Síntese Cia da Dança ocupou o foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, nessa quinta-feira (12/2), em uma apresentação emocionante e inédita na exposição É Pau, É Pedra…, dedicada a Sergio Camargo e realizada pelo Metrópoles. As esculturas do artista foram pano de fundo para os bailarinos, que transformaram-se em extensões vivas das criações, explorando luz e sombra, elementos centrais na obra de Camargo.

Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo

Cada movimento parecia dialogar com as peças criadas pelo escultor, considerado um dos maiores representantes da arte escultória no mundo. A arquitetura modernista do Teatro Nacional potencializou essa fusão. As linhas retas, o concreto e a amplitude do espaço ampliaram a sensação de que a coreografia nascia do próprio ambiente.

Integrantes do grupo Síntese Cia de Dança

Ao invés de palco e plateia bem definidos, o público foi convidado a circular, observando como a dança atravessava a exposição e ressignificava as obras.  Na trilha, músicas de Tom Jobim e Pixinguinha deram o tom da iniciativa.

O resultado foi uma experiência imersiva, em que a dança contemporânea não apenas ocupou o espaço expositivo, como também o ativou. Ao misturar corpo, arquitetura e escultura, foram reveladas novas camadas da mostra organizada pelo Metrópoles, evidenciando como diferentes linguagens artísticas podem coexistir e se transformar mutuamente dentro de um mesmo cenário.

Adriano Santos, diretor do Teatro Nacional, relembrou os recentes eventos no espaço, como a própria exposição É Pau, É É Pedra e o Metrópoles Catwalk.  “Ficamos felizes e honrados com essa parceria com o Metrópoles. Trazer essa diversidade de obras, com dança e outras linguagens, faz as pessoas relembrarem a história que têm com o Teatro.”

Ele reiterou que os brasilienses guardam uma memória afetiva com o complexo cultural. “Eu recebo visitantes todos os dias e muitos se emocionam. Dizem que estiveram aqui na infância… É um espaço que ficou bastante tempo fechado e, agora, ressuscita por meio das colaborações”, ressaltou Adriano.

Apresentação foi “realização de um sonho”

Ary Cordeiro, diretor artístico e coreógrafo, salientou à editoria de Vida&Estilo que o espetáculo de dança foi a realização de um sonho. “Trabalhamos muito a ideia de repetição e variação, que também está presente nos relevos de Sergio Camargo. O corpo repete, insiste, mas nunca é exatamente igual”, contou.

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Grupo Síntese Cia de Dança em ação
A intervenção artística ocorreu em meio a exposição do É Pau, É Pedra...
A direção é de Ary Cordeiro
A apresentação ocorreu no Foyer da Sala Villa-Lobos
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A apresentação ocorreu no Foyer da Sala Villa-Lobos

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Grupo Síntese Cia de Dança em ação
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Grupo Síntese Cia de Dança em ação

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A intervenção artística ocorreu em meio a exposição do É Pau, É Pedra...
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A intervenção artística ocorreu em meio a exposição do É Pau, É Pedra...

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A direção é de Ary Cordeiro
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A direção é de Ary Cordeiro

Wey Alves / Metrópoles
“Ensaiar aqui dentro mudou completamente a coreografia. A luz natural, o eco do espaço e a proximidade das obras influenciaram cada decisão”, explicou. “Não queríamos competir com as esculturas, e sim dialogar com elas. Em alguns momentos, o corpo quase desaparece; em outros, cria contraste.”

Além disso, o coreógrafo comentou que o rigor formal das esculturas de Camargo serviram de inspiração.  “Esse é um espaço expositivo, não um palco tradicional. Isso nos obrigou a pensar a circulação do público como parte da própria cena. A arquitetura impõe uma escala monumental, precisávamos de movimentos que ocupassem o espaço sem perder a delicadeza”, ponderou Ary.

 Teatro Nacional tem vocação para múltiplas formas de arte

O subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), Felipe Ramón, reforçou que o Foyer da Sala Villa-Lobos tem sido reativado focando em diferentes formas de arte. “As artes aqui sempre foram transversais — aliaram artes visuais, literatura, música, dança e performance. Estamos retomando essa vocação, não apenas como espaço expositivo, mas como um lugar que recebe manifestações que se comunicam entre si.”

“Foi uma junção delicada de Sergio Camargo, que é um grande artista, com essa dança linda, nesse espaço do Oscar Niemeyer”, comenta Ramon. “O trabalho do Sergio Camargo é plástico. Ele evoca imagens e formas vivas, e isso pode ser bem resolvido por meio da dança e da arquitetura, como vimos aqui hoje.”

Felipe ainda destacou que a expectativa é que o foyer da Villa-Lobos fique cada vez mais ativo e relevante para o circuito artístico da cidade, e que as pessoas se apropriem desse espaço, que pertence à cidade e aos seus moradores.

Em breve, uma nova empreitada irá reforçar essa premissa: a mostra Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília, organizada pelo Metrópoles Arte e prevista para abril.

A intervenção artística de dança interativa ocorreu no foyer da Sala Villa-Lobos
A intervenção artístca ocorreu em meio a exposição do É Pau, É Pedra…

Veja os highlights da apresentação no vídeo abaixo: 

Confira os cliques do evento e veja quem prestigiou a apresentação de dança na mostra de Sergio Camargo:

Subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), Felipe Ramón
Diretor do Teatro Nacional, Adriano Santos
Presidente do Conselho de Cultura do DF, Rosa Carla
Diretor e coreógrafo Síntese Cia de Dança, Ary Cordeiro
A apresentação ocorreu em meio a obras de Sergio Camargo
Vilany Kehrle e Cristina Flores
Magali Melo e Carlos Eduardo Figueiredo
Viviane França, Lena Aragão e Valéria Lehmann
Fabio Filho, Ary Cordeiro, Raissa Ribeiro e Flora Ribeiro de Oliveira
Márcio Bigonha e Maria Clara Menezes
A exposição de Sergio Camargo foi tomada pela dança em apresentação inédita do grupo Síntese Cia da Dança
Momento da apresentação
Mateus Ribeiro e Isabela Mendes
Catarina Kirst e Lorran Kalie
Rosemberg Pinato, Lorenzo Pinato, Arnoldo Jacaúna e o diretor do Teatro Nacional, Adriano Santos
Maria Clara Menezes, Paula De Lucca e Kel
A arquitetura modernista do Teatro Nacional potencializou a fusão entre dança e escultura
Tayra Graça e Gabriela Gomes
Caio Alveira

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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