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Vida & Estilo

Quem tem muita alergia deve cortar estes alimentos do cardápio

Conheça os principais alimentos que causam reações alérgicas severas e quando é necessário cortá-los do cardápio

10/07/2025 20:46
Getty Images
Imagem colorida de pratos na mesa

Você já parou para pensar que um simples pedaço de pão ou uma colher de iogurte pode representar risco à saúde de quem tem alergias alimentares severas? Para pessoas com hipersensibilidade alimentar, identificar e eliminar certos alimentos do cardápio pode ser uma medida de proteção à vida — e não apenas uma escolha nutricional.

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Entre os principais alimentos que devem ser evitados por pessoas muito alérgicas estão o leite de vaca e seus derivados, o glúten, ovos, castanhas, amendoim e frutos do mar. Esses itens são os responsáveis pela maioria das reações alérgicas alimentares graves, podendo causar sintomas que vão desde urticária e inchaço até quadros mais sérios, como dificuldades respiratórias e choque anafilático.

Leite e derivados: um dos alérgenos mais comuns

A alergia à proteína do leite de vaca é uma das mais frequentes, especialmente na infância. Ela não deve ser confundida com intolerância à lactose, que envolve dificuldade de digestão do açúcar do leite, mas não ativa o sistema imunológico.

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Quem tem alergia verdadeira deve excluir completamente leite, queijos, manteiga, iogurtes e até alimentos industrializados que contenham traços da proteína.

Glúten: quando a exclusão é realmente necessária

Já o glúten, presente no trigo, centeio e cevada, é altamente prejudicial para quem tem doença celíaca, uma condição autoimune em que o consumo da proteína desencadeia inflamações no intestino delgado.

Pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca também podem se beneficiar da exclusão, embora o diagnóstico seja mais difícil.

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Outros alimentos que merecem atenção

Ovos, soja, frutos do mar, castanhas e amendoim estão entre os alérgenos mais perigosos. O contato com esses alimentos, mesmo em pequenas quantidades, pode desencadear reações graves em indivíduos sensibilizados. Por isso, a orientação médica e o acompanhamento com nutricionistas especializados são fundamentais.

Rotulagem e cuidados no dia a dia

A leitura atenta de rótulos e a escolha de locais seguros para se alimentar fora de casa são práticas indispensáveis para quem convive com alergias alimentares. Desde 2016, a legislação brasileira exige que a presença dos principais alérgenos seja informada de forma clara nas embalagens de alimentos industrializados.

Eliminar alimentos da dieta não é uma decisão simples — e deve ser feita com apoio profissional. O diagnóstico correto, feito com exames específicos e acompanhamento clínico, é o primeiro passo para garantir uma alimentação segura e equilibrada.

Alergia alimentar não é frescura, é uma condição de saúde que exige atenção e responsabilidade. E em casos severos, excluir o alimento gatilho é mais do que necessário: é vital.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida