Dieta com poucas calorias pode agravar sintomas de depressão; entenda
Reduções severas no consumo calórico, comuns em dietas restritivas, impactam diretamente o equilíbrio químico do cérebro
atualizado
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A busca pelo corpo ideal tem levado muitas pessoas a adotar dietas extremamente restritivas, com cortes bruscos de calorias. No entanto, o que pode parecer uma escolha saudável à primeira vista pode ter um efeito colateral preocupante: o agravamento dos sintomas de depressão.
Estudos recentes apontam que dietas com baixa ingestão calórica — especialmente abaixo de 1.200 calorias por dia — podem impactar negativamente a produção de neurotransmissores, a exemplo da serotonina e a dopamina, substâncias essenciais para o bem-estar emocional.
Esses neurotransmissores dependem de nutrientes específicos, como aminoácidos, vitaminas e gorduras saudáveis, que ficam em falta em dietas muito restritas.
Acontece que o cérebro precisa de energia e nutrientes para funcionar adequadamente. Quando a ingestão calórica é muito baixa, ele entra em estado de alerta, e isso pode desencadear ou intensificar sintomas depressivos.
Além disso, a privação alimentar constante pode aumentar os níveis de estresse e ansiedade, favorecer pensamentos obsessivos sobre comida e provocar irritabilidade, insônia e fadiga — todos sintomas que se sobrepõem à depressão.
Outro ponto de atenção é o ciclo emocional que dietas rigorosas podem gerar: culpa por não conseguir seguir o plano alimentar, frustração com os resultados e recaídas em episódios de compulsão — e esse efeito sanfona emocional pode ser um gatilho poderoso para a piora do estado psicológico.
A recomendação é buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer plano alimentar, especialmente pessoas que já enfrentam transtornos de humor. Uma alimentação equilibrada, que respeite as necessidades do corpo e da mente, é um dos pilares mais importantes da saúde mental.
Em um cenário onde a estética muitas vezes fala mais alto que o bem-estar, a informação segue sendo a principal aliada para escolhas saudáveis — e conscientes.














