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Vida & Estilo

Quem tem diabetes precisa evitar churrasco? Nutricionista responde

Nutricionista desmistifica o consumo de carnes por diabéticos e alerta que o perigo real para a glicemia está nos acompanhamentos

14/06/2026 13:58
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Quem tem diabetes precisa evitar churrasco? Nutricionista responde

Para quem convive com o diabetes tipo 2 ou a pré-diabetes, o churrasco costuma ser associado ao excesso e a uma alimentação pesada. No entanto, a nutricionista Bela Clerot defende que esse momento pode ser uma escolha bastante positiva para o organismo.

Segundo a especialista, o impacto negativo na glicemia quase nunca é provocado pela carne em si, mas sim pelo conjunto de acompanhamentos e bebidas consumidos na ocasião. Focar em proteínas e reduzir carboidratos refinados é o caminho para manter a glicose sob controle.

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Entenda

  • A carne é a parte segura: proteínas não geram picos rápidos de glicose no sangue, ao contrário de alimentos que são ricos em farinha, amido e açúcar.

  • O perigo dos acompanhamentos: itens como pão de alho, farofa, maionese com batata, arroz, mandioca, refrigerantes, cerveja e doces são os reais vilões da glicemia.

  • Gordura natural e saciedade: a gordura presente na carne ajuda a prolongar a saciedade, diminuindo a fome fora de hora, mas o consumo exige moderação.

  • Menos vontade de beliscar: a ingestão adequada de proteínas melhora as respostas corporais de fome, o que reduz o desejo por sobremesas logo após a refeição.

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De acordo com Bela Clerot, as pessoas frequentemente aprendem a temer a gordura natural das carnes, enquanto negligenciam os impactos de carboidratos de rápida absorção.

“As pessoas aprendem a ter medo da gordura natural da carne, mas não do pão de alho, da farofa, da maionese com batata, do refrigerante e da sobremesa. Só que, para quem tem diabetes tipo 2 ou resistência à insulina, geralmente é esse conjunto que mais desorganiza a glicose”, afirma a nutricionista.

A especialista aponta que priorizar a “comida de verdade” em vez de produtos industrializados com rótulo “fit” é o que realmente favorece a resposta metabólica do paciente. Refeições estruturadas em proteínas trazem mais saciedade e uma sobrecarga glicêmica menor quando comparadas a pratos ricos em amidos e açúcares.

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O impacto das escolhas na prática

A estrutura do churrasco pode variar completamente de acordo com as combinações feitas no prato, transformando-se em uma opção metabólica benéfica ou em uma bomba glicêmica.

“Entre um prato cheio de pão, arroz, farofa, sobremesa e refrigerante e uma refeição baseada em carne, salada, um vinagrete e água com gás, há muita diferença no impacto no corpo”, exemplifica Bela Clerot.

Para que a refeição seja segura, quem tem diabetes, pré-diabetes ou suspeita de resistência à insulina precisa avaliar o contexto completo: o tipo de acompanhamento, as bebidas eleitas, a presença de pães e a quantidade total de carboidratos da ocasião.

Por fim, a nutricionista faz um alerta importante para os pacientes que utilizam insulina ou medicamentos específicos para o controle da glicose. Esse grupo deve ter atenção redobrada diante de qualquer modificação no padrão alimentar e precisa manter um acompanhamento médico constante. Bela Clerot reforça que nenhum tipo de ajuste no tratamento de saúde deve ser realizado por conta própria.