Pular esta refeição pode aumentar a barriga e elevar o colesterol
Estudos apontam que deixar de fazer essa refeição do dia pode desregular o metabolismo, favorecendo o acúmulo de gordura
atualizado
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Pular o café da manhã pode parecer inofensivo — ou até uma estratégia para “comer menos” —, mas a ciência tem mostrado o contrário. Pesquisas recentes indicam que quem deixa de fazer a primeira refeição do dia tende a ter maior circunferência abdominal, além de apresentar maior risco de desenvolver pressão alta, glicose elevada e alterações no colesterol.
Um novo estudo de revisão e meta-análise, publicado na revista científica Nutrients, analisou dados de mais de 118 mil pessoas e encontrou uma associação direta entre não tomar café da manhã e aumento do risco de síndrome metabólica, um conjunto de condições que inclui obesidade abdominal, hipertensão, triglicerídeos altos e resistência à insulina.
Por que isso acontece?
De acordo com os pesquisadores, pular o café da manhã desorganiza o metabolismo e o ritmo circadiano — o relógio biológico que regula funções como o apetite e o gasto energético.
Sem combustível nas primeiras horas do dia, o corpo tende a aumentar a fome nas refeições seguintes, favorecendo o consumo excessivo de calorias e alimentos ultraprocessados. Além disso, longos períodos em jejum podem reduzir a sensibilidade à insulina e estimular o acúmulo de gordura na região abdominal.
O café da manhã não precisa ser exagerado, mas deve conter proteínas, fibras e gorduras boas para ajudar a estabilizar os níveis de glicose e manter a saciedade ao longo do dia.
Quando equilibrada, essa refeição contribui para o controle do peso, melhora o desempenho cognitivo e evita picos de fome que levam a escolhas menos saudáveis.
Não pule o café!
O café da manhã continua sendo uma das refeições mais importantes do dia, não apenas por tradição, e sim por impactar diretamente o metabolismo e a composição corporal.
Ignorá-lo pode parecer uma forma de “economizar calorias”, mas, na prática, o resultado costuma ser o oposto: mais fome, mais gordura abdominal e maior risco de doenças metabólicas.














