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Distrito Federal

Paciente fica três anos com compressa esquecida no abdômen no DF

Em decisão unânime, o Tribunal de Justiça condenou o DF a pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais e estéticos para a paciente

22/10/2025 09:27
Getty Images
foto colorida de procedimento de cirurgia no abdômen

O Distrito Federal (DF) deverá indenizar em R$ 40 mil uma paciente que ficou com uma compressa no abdômen por três anos após uma cirurgia em um hospital público. A mulher acusou a rede pública de negligência médica.

Em janeiro de 2020, a paciente passou por uma cesariana e histerectomia de urgência em razão de deslocamento prematuro de placenta com óbito fetal e hemorragia, no Hospital Regional de Santa Maria.

Segundo decisão unânime da 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça (TJDFT), a falha na prestação de serviço causou danos morais e estéticos. O DF foi condenado a pagar R$ 30 mil pelos danos morais e R$ 10 mil pelos danos estéticos.

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Dores

Segundo o processo, o prontuário médico indicou a contagem de uma compressa a mais ao final da cirurgia. Após receber alta médica, a paciente começou a sentir dores na região do abdômen.

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Em 2023, uma tomografia computadorizada flagrou um possível corpo estranho no abdômen da paciente. Durante uma laparotomia exploradora, os médicos encontraram a compressa na pelve.

A 8ª Vara da Fazenda Pública do DF condenou o DF em 1ª instância. O Estado recorreu, dizendo que não houve erro médico, e que o procedimento cirúrgico foi realizado com “zelo e técnica”, salvando a vida da paciente.

Para a 2ª Turma, na análise do recurso, ficou comprovada a falta de expertise do cirurgião, por que o profissional deixou de acompanhar a paciente e de exaurir os meios de pesquisa para verificar a presença de corpo estranho.

“Houve divergência quanto ao número de compressas ao final do procedimento cirúrgico e o médico assistente não exauriu os meios para descartar a possibilidade de o material ter sido deixado dentro do corpo da paciente”, argumentou o desembargador Hector Valverde Santanna.

Outro lado

O Metrópoles entrou em contato com o DF sobre o caso. O espaço segue aberto.

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