Por que o frizz piora no outono? Entenda o fenômeno desta estação

Queda na umidade, banhos quentes e eletricidade estática explicam por que os fios ficam mais rebeldes durante os meses frios

atualizado

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Freepik/Reprodução
Cabelo com frizz
1 de 1 Cabelo com frizz - Foto: Freepik/Reprodução

Com o fim do verão, a mudança no clima traz um desafio inesperado para a saúde capilar. Se nas últimas semanas a percepção de que o cabelo está mais “arrepiado” aumentou, saiba que o fenômeno tem explicação científica e está diretamente ligado às características do outono.

A transição para temperaturas mais baixas e o ar mais seco alteram a estrutura da fibra capilar, criando um tipo de frizz distinto daquele causado pela umidade tropical.

Entenda

  • Eletricidade estática: a falta de umidade no ar torna o fio mais leve e carregado eletricamente, fazendo com que ele “levante” com facilidade.

  • Banhos quentes: a temperatura elevada da água remove a oleosidade natural, agredindo a cutícula e acelerando o ressecamento.

  • Fatores mecânicos: o uso intensificado de secadores e chapinhas, somado à ação do vento, retira a água interna do cabelo.

  • Perda de densidade: o ressecamento severo pode causar quebra, dando a falsa impressão de fios mais ralos e sem vida.

Foto colorida de um cabelo - Metrópoles
A chegada do outono costuma trazer um tipo de frizz diferente daquele típico do verão, mesmo em dias secos e sem umidade

O vilão é o ressecamento

Diferente do verão, onde o suor e a umidade externa incham o fio, no outono o problema é a perda hídrica. De acordo com a especialista em cabelos Tati Cordeiro, a falta de hidratação é a raiz do problema.

“No outono, o frizz aparece porque o fio perde água e fica leve demais. Esse cabelo mais ressecado ganha eletricidade estática e qualquer vento levanta os fios”, explica.

Essa mudança climática altera a percepção estética das mulheres sobre o próprio cabelo. Muitas relatam um aspecto opaco e a sensação de que as madeixas perderam o movimento natural. Segundo a especialista, o contraste entre a raiz e o comprimento fica mais evidente, e o volume visual diminui não necessariamente por queda, mas por quebra e falta de densidade.

Mudança de hábitos e tratamentos

A rotina de cuidados precisa ser adaptada para frear esses danos. A busca por tratamentos de reposição de massa e hidratações profundas cresce significativamente nesta época do ano. O objetivo é devolver o peso molecular aos fios, impedindo que a eletricidade estática os deixe desalinhados.

“É um período em que cresce a procura por procedimentos que devolvem volume e naturalidade, porque o visual tende a ficar sem vida”, pontua Tati.

Foto colorida - mulher olhando o cabelo
A especialista recomenda reforçar a hidratação, evitar dormir com os fios úmidos e manter as manutenções em dia para preservar a saúde do cabelo natural e a durabilidade das mecha

Cuidados com alongamentos

Para quem utiliza extensões capilares, o alerta é ainda maior. Como o alongamento não recebe a oleosidade natural do couro cabeludo, ele tende a sofrer mais rapidamente com a desidratação do clima seco.

Tati Cordeiro recomenda atenção redobrada: é essencial reforçar as máscaras hidratantes, evitar dormir com os fios úmidos — hábito comum quando as noites esfriam — e não negligenciar as manutenções profissionais.

“Quando bem cuidado, um cabelo com alongamento mantém o movimento, o volume e a naturalidade mesmo na estação mais seca do ano”, conclui a especialista.

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