Por que o frizz piora no outono? Entenda o fenômeno desta estação
Queda na umidade, banhos quentes e eletricidade estática explicam por que os fios ficam mais rebeldes durante os meses frios
atualizado
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Com o fim do verão, a mudança no clima traz um desafio inesperado para a saúde capilar. Se nas últimas semanas a percepção de que o cabelo está mais “arrepiado” aumentou, saiba que o fenômeno tem explicação científica e está diretamente ligado às características do outono.
A transição para temperaturas mais baixas e o ar mais seco alteram a estrutura da fibra capilar, criando um tipo de frizz distinto daquele causado pela umidade tropical.
Entenda
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Eletricidade estática: a falta de umidade no ar torna o fio mais leve e carregado eletricamente, fazendo com que ele “levante” com facilidade.
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Banhos quentes: a temperatura elevada da água remove a oleosidade natural, agredindo a cutícula e acelerando o ressecamento.
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Fatores mecânicos: o uso intensificado de secadores e chapinhas, somado à ação do vento, retira a água interna do cabelo.
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Perda de densidade: o ressecamento severo pode causar quebra, dando a falsa impressão de fios mais ralos e sem vida.

O vilão é o ressecamento
Diferente do verão, onde o suor e a umidade externa incham o fio, no outono o problema é a perda hídrica. De acordo com a especialista em cabelos Tati Cordeiro, a falta de hidratação é a raiz do problema.
“No outono, o frizz aparece porque o fio perde água e fica leve demais. Esse cabelo mais ressecado ganha eletricidade estática e qualquer vento levanta os fios”, explica.
Essa mudança climática altera a percepção estética das mulheres sobre o próprio cabelo. Muitas relatam um aspecto opaco e a sensação de que as madeixas perderam o movimento natural. Segundo a especialista, o contraste entre a raiz e o comprimento fica mais evidente, e o volume visual diminui não necessariamente por queda, mas por quebra e falta de densidade.
Mudança de hábitos e tratamentos
A rotina de cuidados precisa ser adaptada para frear esses danos. A busca por tratamentos de reposição de massa e hidratações profundas cresce significativamente nesta época do ano. O objetivo é devolver o peso molecular aos fios, impedindo que a eletricidade estática os deixe desalinhados.
“É um período em que cresce a procura por procedimentos que devolvem volume e naturalidade, porque o visual tende a ficar sem vida”, pontua Tati.

Cuidados com alongamentos
Para quem utiliza extensões capilares, o alerta é ainda maior. Como o alongamento não recebe a oleosidade natural do couro cabeludo, ele tende a sofrer mais rapidamente com a desidratação do clima seco.
Tati Cordeiro recomenda atenção redobrada: é essencial reforçar as máscaras hidratantes, evitar dormir com os fios úmidos — hábito comum quando as noites esfriam — e não negligenciar as manutenções profissionais.
“Quando bem cuidado, um cabelo com alongamento mantém o movimento, o volume e a naturalidade mesmo na estação mais seca do ano”, conclui a especialista.
