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Não sabe como controlar o frizz? Dermatologista dá dicas infalíveis
A dermatologista Ingrid Tavares ofereceu dicas práticas para controlar a sensação de cabelo “arrepiado” causada pelo frizz; entenda
atualizado
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O início do outono, na última sexta-feira (20/3), não trouxe apenas a paisagem repleta de folhas e temperaturas mais amenas. A estação também está relacionada a um fenômeno que deixa muita gente de “cabelo em pé” — literalmente. A combinação do clima mais frio e seco, aliada à falta de cuidados específicos para os cabelos, traz uma consequência nada agradável: o frizz.
Embora o momento exija um pouco mais de paciência com os fios, a dermatologista Ingrid Tavares revelou à coluna Claudia Meireles segredos para conseguir conter a sensação de que as madeixas estão “eletrizadas”.
Antes de oferecer os hacks, a dermatologista pós-graduada em cosmiatria e tricologia explica que o frizz é um processo físico e fisiológico do cabelo.
“Esse efeito ocorre principalmente quando há alteração na cutícula do fio, a camada mais externa da fibra capilar. Quando essa cutícula está aberta ou desalinhada, o cabelo perde proteção e hidratação – resultando na sensação de desalinhamento”, esclarece Ingrid Tavares.

Fatores climáticos influenciam o frizz
Os fatores climáticos também influenciam a aparência dos fios. Segundo a médica, o clima úmido é o maior vilão do frizz. Contudo, o outono — marcado por um clima seco e frio — também traz prejuízos, uma vez que se trata de um período de transição do verão para o inverno.
“Em ambientes úmidos, os fios mais ressecados ou danificados absorvem a umidade do ar com mais facilidade. Essa umidade penetra na fibra capilar, altera temporariamente sua estrutura interna e faz com que as cutículas não permaneçam alinhadas, resultando no aspecto arrepiado”, pondera.

Mais que o fator ambiental, existem outros gatilhos que fazem com que o frizz cresça e apareça. Segundo Ingrid Tavares, as principais causas são: desidratação da fibra capilar; danos químicos; exposição frequente ao calor, como secador e prancha; atrito mecânico; e eletricidade estática.
“O frizz não é apenas uma questão estética, é um sinal de que a fibra capilar pode estar desidratada ou sofrendo agressões externas. Quando entendemos o mecanismo por trás do problema, conseguimos agir de forma mais estratégica e eficaz”, salienta a dermatologista.
A hora de dormir também pode prejudicar
Até a hora de dormir pode influenciar no surgimento dos cabelos arrepiados. Segundo a especialista, durante o sono, o atrito com fronhas de algodão aumenta a fricção, eletricidade estática e perda da umidade da fibra.
“O uso de touca de cetim ou fronha de cetim ou seda é uma boa solução. Elas reduzem o atrito, preservam a hidratação e diminuem a quebra e desalinhamento da cutícula”, garante.

Solução eficaz
Para quem sofre com a condição, Ingrid Tavares destaca que é preciso criar estratégias multifatoriais para solucionar o incômodo. A primeira medida que a especialista reforça é a necessidade de garantir reposição e retenção hídrica.
“É importante o uso de shampoos menos agressivos combinados com condicionadores e máscaras adequadas para cada tipo de cabelo. Manter uma hidratação regular favorece a integridade da fibra”, aponta.

Na hora de finalizar o cabelo com calor, Ingrid alerta para a importância fundamental do uso de protetor térmico. “Mesmo que seja necessário o uso de secadores ou chapinhas, o ideal é reduzir a temperatura e a frequência da exposição ao calor”, prossegue Ingrid Tavares.
De acordo com Ingrid, uma medida simples para evitar o desgaste com o uso de ferramentas térmicas é o uso de finalizadores adequados, como leave-ins, séruns ou óleos leves capazes de atuar formando uma barreira contra a umidade ambiental.
Dificuldades no controle do frizz?
Mesmo seguindo os passos mencionados pela dermatologista, algumas pessoas ainda relatam dificuldades em eliminar o frizz. A explicação, segundo a dermatologista, está relacionada a um tratamento que apenas disfarça o problema, sem causar um impacto verdadeiro na causa estrutural.
A especialista reforça que é preciso ter o entendimento de que cada cabelo reage de uma forma. “Por exemplo, cabelos ondulados, cacheados e crespos apresentam maior curvatura, o que favorece maior exposição da cutícula — precisando de cuidados específicos”, emenda.

Alguns hábitos diários também influenciam a percepção de que nada funciona no tratamento dos fios arrepiados. “Esfregar o cabelo com toalha ou usar fronhas de algodão, aumenta o atrito e o desalinhamento”, comenta.
Ingrid Tavares esclarece, por fim, que nem todo fio arrepiado é frizz. “Muitas vezes, especialmente em pacientes em tratamento capilar, o que parece frizz são fios novos em crescimento, mais curtos e finos, geralmente concentrados na linha frontal e no topo. Isso é sinal de regeneração capilar, não de dano”, conclui.
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