Parece saudável, mas engana: este pão não é melhor que o francês
Esse pão de formato redondo tem composição nutricional muito semelhante à do tradicional pão francês
atualizado
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O pão francês, também conhecido como pão de sal, é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros. Porém, muitas pessoas procuram alternativas mais saudáveis, afinal, essa versão tem alto índice glicêmico e baixo teor de fibras.
Uma das opções mais listadas é o pão sírio ou pita, popular por sua versatilidade e formato redondo. Segundo a nutricionista Larissa Aparecida Silva Aires, ele pode parecer mais saudável, mas engana.
“O pão sírio não é mais saudável do que o pão francês. Ambos apresentam composições nutricionais bastante semelhantes, especialmente quando elaborados com farinha de trigo refinada”, explica a profissional ao Metrópoles.

Larissa explica que os dois tipos são ricos em carboidratos, possuem baixo teor lipídico e pequena contribuição proteica. Em relação ao valor energético, também são próximos.
Existe uma melhor opção para emagrecer?
De acordo com a nutricionista da Tempo MED Operadora de Saúde, o pão sírio não é necessariamente uma escolha melhor do que o francês para quem deseja controlar o peso ou a glicemia.
“Isoladamente, não há diferença significativa. Eles apresentam resposta glicêmica semelhante quando refinados. O que realmente impacta o controle de peso e da glicemia é a qualidade do pão e a composição da refeição.”
As versões integrais são mais interessantes por conterem fibras, que ajudam a reduzir a velocidade de absorção da glicose, diminuindo o pico glicêmico e aumentando a saciedade.
“Além disso, associar a iguaria com fontes de proteína e gorduras de boa qualidade contribui para uma melhor resposta metabólica”, reforça Larissa.
Dicas importantes
Segundo a nutricionista Larissa Aparecida, é importante observar a rotulagem nutricional:
- O primeiro ingrediente da lista é o que está em maior quantidade.
- Prefira produtos em que “farinha integral” apareça como primeiro item.
- Observe a porção indicada no rótulo, pois ela pode ser menor do que a quantidade realmente consumida.
“Cada indivíduo possui necessidades nutricionais específicas. Portanto, a escolha deve considerar o contexto individual, objetivos e possíveis restrições, sendo ideal uma avaliação com nutricionista quando necessário”, conclui a profissional.










