O açúcar pode estar no seu alimento favorito, só que com outro nome
A indústria alimentícia usa dezenas de termos diferentes para esconder o açúcar nos rótulos. Saber identificá-los muda tudo
atualizado
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Você leu o rótulo, não viu “açúcar” na lista de ingredientes e achou que estava fazendo uma escolha saudável. Spoiler: provavelmente não estava. A indústria alimentícia utiliza mais de 60 nomes diferentes para o açúcar nos rótulos de produtos.
A estratégia não é ilegal mas é, no mínimo, desonesta com o consumidor. E o impacto é direto: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de açúcares livres não ultrapasse 10% das calorias diárias. Porém, a média de consumo do brasileiro supera esse limite com folga, em grande parte por causa do açúcar escondido em produtos que parecem saudáveis.
Aqui estão os sete nomes mais comuns que você precisa aprender a identificar:
Xarope de milho de alta frutose
É o campeão dos ultraprocessados. Produzido industrialmente a partir do amido de milho, é mais barato que o açúcar comum e está presente em refrigerantes, sucos de caixinha, molhos industrializados e biscoitos. O consumo está associado à resistência à insulina, acúmulo de gordura abdominal e doenças metabólicas.
Maltodextrina
Aparece em barras de proteína, suplementos, iogurtes e até em produtos infantis. Tem índice glicêmico altíssimo, maior que o do próprio açúcar refinado, o que significa que eleva a glicose no sangue de forma muito rápida.

Xarope de agave
Vendido como alternativa natural e saudável ao açúcar, é composto por até 90% de frutose, proporção maior que a do xarope de milho. O fígado é o único órgão capaz de metabolizar frutose em excesso, o que favorece o acúmulo de gordura hepática com o consumo frequente.
Dextrose
É simplesmente outro nome para a glicose. Aparece em pães industriais, produtos esportivos e alimentos processados. Causa pico glicêmico rápido e é frequentemente usada porque, tecnicamente, “não é açúcar” no vocabulário popular.
Sacarose
Esse é o açúcar de mesa clássico, só que com nome científico. Quando aparece no meio de uma lista longa de ingredientes, passa despercebido por quem não sabe o que está lendo.
Suco de cana evaporado
Um dos disfarces mais sofisticados. É vendido como ingrediente “natural” e “menos processado”, mas quimicamente tem composição praticamente idêntica ao açúcar refinado e o mesmo efeito no organismo.
Mel, melado e néctar
Sim, mesmo as versões naturais contam como açúcares livres. São opções com alguns micronutrientes adicionais, mas continuam elevando a glicose e contribuindo para o consumo total de açúcar quando usados em excesso.
Outra dica prática
A legislação brasileira exige que os ingredientes apareçam em ordem decrescente de quantidade. Se qualquer um desses nomes aparecer entre os três primeiros ingredientes do rótulo, o produto tem alto teor de açúcar, independentemente do nome usado.
Saber ler um rótulo é uma das habilidades mais poderosas que existe dentro de um supermercado. E agora você tem razões a mais para olhar com mais atenção antes de colocar qualquer coisa no carrinho.






















