Henrique Fogaça e a dieta radical que reacende debate sobre restrições
Nutricionista explica a dieta adotada pelo chef, seus efeitos rápidos e os cuidados necessários antes de copiar
atualizado
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O emagrecimento de Henrique Fogaça voltou a colocar holofotes sobre estratégias alimentares que prometem resultados rápidos. O chef contou ter perdido 17 quilos em três meses ao adotar o que chamou de “dieta da selva”, um padrão marcado por carnes, gorduras naturais e quase nenhum carboidrato. O nome chama atenção, mas o impacto real está no que essa mudança significa para o corpo.
A nutricionista Juliana Andrade, colunista do Metrópoles, explica que a perda de peso acelerada tem relação direta com a redução drástica dos carboidratos. “Quando se corta quase tudo desse grupo e aumenta proteínas e gorduras, o organismo muda a forma de produzir energia. Isso costuma gerar saciedade maior e queda no apetite, mas precisa ser monitorado”, afirma.
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Segundo a especialista, não é uma estratégia universal — funciona para alguns perfis, mas pode ser inadequada para outros.
O padrão descrito por Fogaça elimina ultraprocessados e restringe alimentos como pães, massas, arroz e até algumas frutas. Na prática, prioriza carnes, ovos, vegetais e gorduras boas, como manteiga e azeite. “Esse tipo de abordagem pode trazer energia mais estável e emagrecimento no curto prazo, mas não deve ser seguido sem avaliação profissional”, alerta Juliana.
Dietas tão rígidas podem gerar carências nutricionais e alterar o equilíbrio intestinal. A nutricionista reforça que resultados individuais não podem ser tomados como regra. “O que serviu para o chef não necessariamente será seguro ou eficaz para qualquer pessoa. Cada metabolismo reage de um jeito”, diz.
Por fim, para Juliana, o principal recado é menos sobre a “dieta da selva” e mais sobre responsabilidade. “Priorizar alimentos naturais é positivo, mas extremismos exigem acompanhamento. Dieta é ferramenta — e toda ferramenta, se usada sem orientação, pode trazer risco.”
























