Descubra uma dieta que ajuda a prevenir ataque cardíaco e derrame

Estudo mostrou que a dieta mediterrânea é mais eficiente do que o regime alimentar com baixo teor de gordura

atualizado 10/05/2022 16:00

Se ainda restavam dúvidas, um novo estudo publicado na revista The Lancet comprovou que o modelo alimentar mediterrâneo é um dos mais eficientes na redução dos riscos de ataques e doenças do coração.

Atualmente, existem diversas evidências apontando essa dieta com o padrão ouro alimentar para prevenção de doenças, como a síndrome metabólica, diabetes, problemas cardiovasculares e outras.

Na nova pesquisa, os estudiosos constataram que a dieta mediterrânea pode ser mais efetiva que aquelas com baixo teor de gordura, perfil geralmente recomendado para indivíduos com doenças coronarianas ou cardíacas.

peixe cozido
Dieta mediterrânea ajuda a emagrecer com saúde

Os pesquisadores de Córdoba e do Hospital Universitário Reina Sofia, na Espanha, acompanharam 1.002 pacientes com doença arterial coronariana ao longo de sete anos. Na análise, eles dividiram os participantes do estudo em dois grupos aleatórios, em que um dos grupos seguia uma dieta com baixo teor de gordura e, o outro, o modelo mediterrâneo.

É válido lembrar que, no modelo mediterrâneo, existe a inclusão de alimentos considerados gorduras saudáveis, a exemplo de azeite, nozes, peixes, grãos integrais e até um pouco de vinho.

Foi constatado, então, que os indivíduos que seguiram o modelo alimentar mediterrâneo eram 26% menos propensos a experimentar um problema cardiovascular considerável em relação aos indivíduos que seguiram dieta com baixo teor de gorduras.

Além disso, a dieta mediterrânea se mostrou mais vantajosa para os homens. Eles tiveram um risco 33% menor, de acordo com os dados analisados. Por fim, ela era mais fácil de manter a longo prazo.

Curso de vinhos com jantar harmonizado do Bla's
Vinho está incluso nesse tipo de dieta

É válido considerar que ambos os grupos estudados estavam ingerindo uma dieta rica em fibras, com menor ingestão de alimentos processados em relação ao início do estudo. Elas auxiliam na saúde digestiva, contribuem com um menor risco de doenças crônicas e culminam em maior sensação de saciedade, enquanto a alta ingestão de alimentos processados está ligada a uma série de fatores preocupantes em termos de saúde, como câncer.

É válido salientar que essa constatação não desvalida totalmente a dieta com baixo teor de gorduras, que também apresentou redução nos riscos de mortes em relação à expectativa dos pesquisadores.

(*) Thaiz Brito é nutricionista pós-graduanda em Nutrição Esportiva Clínica

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