Conheça a Sirtfood, dieta que fez cantora Adele perder 19kg

A dieta "do vinho e do chocolate" propõe baixa ingestão calórica, mas permite alimentos que geralmente são proibidos em planos convencionais

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atualizado 26/12/2019 21:45

A cantora inglesa Adele causou no Instagram nos últimos dias. Após meses afastada das redes sociais, ela publicou foto em que aparece mais magra, ao lado de personagens natalinos, e despertou a curiosidade dos fãs sobre o método usado para a redução de peso. A resposta, segundo tablóides do Reino Unido, está na dieta sirtfood, famosa por permitir a ingestão de alimentos suprimidos em planos alimentares convencionais, como vinho e chocolate.

Popularizada em 2016, com a publicação do livro A Dieta Sirt, escrito pelos mestres em medicina nutricional Aidan Goggins e Glen Matten, o regime propõe um cardápio rico em alimentos considerados “sirt”, que aumentam a atividade das sirtuínas.

Estas enzimas, de acordo com os criadores do método,  geram o mesmo efeito do jejum e dos exercícios físicos, acelerando o metabolismo e promovendo uma maior metabolização da gordura acumulada. Adicionalmente, as sirtuínas também regulam outros processos biológicos, como o envelhecimento, a morte celular e a inflamação.

Como funciona

Segundo os autores de A Dieta Sirt, o procedimento é dividido em três partes. Na primeira semana, pode-se ingerir até 1000 calorias por dia, dividas em três sucos verdes e uma refeição. Na segunda, o consumo calórico passa para 1500 e são duas refeições e dois sucos verdes. A partir da terceira semana, volta-se à alimentação rotineira, com um cardápio saudável, compostos por itens que interagem com a sirtuína.

Entre os alimentos indicados estão o chocolate preto, com uma percentagem mínima de 85% de cacau, vinho tinto, rúcula, maçã, tofu, trigo sarraceno, salsa, alcaparra, soja, morando, azeite, cebola roxa, nozes, couve e chá verde.

Opinião de especialista

Ao todo, Adele eliminou 19 quilos nos últimos anos com a dieta, que promete redução de até três na primeira semana. No entanto, especialistas alertam para a importância de consultar um profissional antes de aderir à novidade.

“Ainda não existe nenhuma evidência científica sobre a eficácia da sirtfood na comunidade científica. Hoje, eu não a recomendaria. É necessário que se façam mais estudos a respeito do tema”, pontua o nutricionista Clayton Camargos.

O profissional alerta ainda para os riscos associados à redução expressiva do consumo de calorias. Segundo Clayton, uma mulher de aproximadamente 1,60m de altura e peso entre 55 e 60 quilos, tem gasto basal diário (aquele necessário para manter as funções vitais, como os batimentos cardíacos) de 1.100 calorias.

“Como a ingestão de 1000 calorias propostas na primeira semana, essa pessoa teria um gasto excedente de 100 calorias, sem mover-se ou fazer qualquer exercício. Caso fosse uma pessoa ativa, a ingestão de nutrientes ficaria ainda mais desproporcional”, explica.

“O problema é que nosso organismo é muito inteligente. O que se sabe hoje, com certeza, é que ao restringir drasticamente a ingestão de calorias, o corpo não sacrifica a gordura, mas os músculos. Mesmo que haja uma perda de peso nas primeiras semanas, é bem possível que o praticante se frustre tempos depois”, esclarece Clayton.

A nutricionista Beatriz Rodrigues compartilha a opinião de Clayton sobre a privação calórica, mas acrescenta que os alimentos indicados pela dieta de Aidan e Glen são saudáveis e devem ser consumidos no dia a dia por qualquer pessoa.

“Há diversos benefícios em incluir esses alimentos,  ricos também em polifenóis. Esse composto é antioxidantes, neuroprotetor,  tem propriedades que combatem o câncer e são anti-inflamatórios. No entanto, todo regime precisa ser feito com a supervisão adequada”, acrescenta Beatriz.

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