Bicho e planta: conheça a dieta low carb que secou Juliana Paes

Quer saber o segredo do corpão da protagonista de A Dona do Pedaço? O Metrópoles te conta

Reprodução/Instagram

atualizado 25/11/2019 12:36

Juliana Paes não desperta atenção apenas por sua performance em cena. A protagonista da novela A Dona do Pedaço, sucesso de audiência da Rede Globo que chegou ao fim na última sexta-feira (22/11/2019), também é digna de aplausos no quesito boa forma. Em suma, o corpão da carioca de 40 anos, um dos mais cobiçados do país, é fruto de uma dieta low carb com nome curioso: bicho e planta. 

A responsável por apresentar o plano alimentar à diva da televisão foi a nutricionista e mestre em Ciências do Esporte Fernanda Muller.

“Trata-se de uma dieta livre de produtos industrializados e baseada em insumos ‘bicho e planta’, ou seja, de origem animal e vegetal”, resume a especialista.

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Segundo Fernanda, o programa pode ser aliado ao jejum intermitente. “Orientamos os pacientes a comerem apenas quando estiverem com fome. A fórmula conquistou Juliana por isso. A atriz já estava farta daquela velha premissa de ter que se alimentar de três em três horas”, revela.

O que está liberado?

A dieta inclui todas as carnes não processadas, como aves, bovinos, suínos, peixes e frutos do mar, a exemplo de lula e camarão. Ovos complementam a ala das proteínas.

Folhas, legumes, cereais, oleaginosas, frutas e raízes também são bem-vindos. “Exceto alguns cereais com alto índice glicêmico, como arroz e milho”, alerta a nutricionista.

“Para quem está focado em perder peso, também é válido priorizar frutas não muito doces (morango, abacate, coco e maracujá) e maneirar nas oleaginosas, tais como castanhas-do-pará”, salienta.

Exceções

Os únicos industrializados permitidos são azeite e óleo de coco. Ambos são fontes de gordura boa e facilitadores de processos importantes na cozinha.

Reduzir ou abolir

Não tem choro nem vela: o açúcar deve ir embora. O consumo de produtos açucarados está diretamente ligado à obesidade e a demais problemas de saúde, como o câncer. Recentemente, um estudo publicado na revista científica British Medical Journal apontou que bebidas doces, como refrigerantes e sucos artificiais, podem aumentar o risco de determinados tipos de tumor, como o de mama, próstata e intestino.

Despeça-se ainda dos laticínios, ou seja, do leite e seus derivados. Além de serem ricos em lactose (o açúcar do leite), eles geralmente são processados e contêm doses consideráveis de sódio, associado à hipertensão.

Não elimine totalmente, mas reduza a ingestão de raízes, a exemplo de batata-doce, mandioca e inhame. Apesar de terem baixo índice glicêmico, elas continuam sendo fontes de carboidrato, “vilão” do emagrecimento por estimular o armazenamento de gordura.

Pode comer à vontade?

Os insumos liberados no plano alimentar devem ser ingeridos quando a fome bater, mas de forma moderada. “O ideal é comer até se sentir satisfeito. Afinal, nenhum exagero é benéfico ao organismo”, frisa Fernanda, que aconsenha o acompanhamento de um nutricionista para quantificar as porções de maneira adequada.

Contraindicações

A profissional diz que a bicho e planta não possui nenhuma contraindicação. “Por estimular o consumo de alimentos em sua fórmula íntegra, o plano é recomendado a todos, sem restrição”, garante.

A endocrinologista Tatiana Denck, da Clinere, faz algumas ressalvas a quem pretende seguir o programa. É importante prestar atenção a alguns detalhes. “Quem ingere proteína em excesso pode sofrer consequências, principalmente nos rins. Já a redução de carboidratos tem a chance de culminar em sintomas como dor de cabeça e falta de concentração”, ressalta.

Segundo a médica, quem sente tais efeitos deve suspender a dieta e procurar um médico.

Tem “dia do lixo”?

Nada de brechas no calendário. Quem está comprometido com o plano alimentar deve segui-lo à risca.

Dieta ou estilo de vida

Fernanda diz que a bicho e planta é indicada se a ideia é perder peso ou, apenas, dar um up na saúde. Pode ser seguida por um período de 15 a 30 (rigorosamente). O ideal, no entanto, é que seja adotada como estilo de vida, com exceções pontuais.

“Todos os nutrientes que o corpo precisa estão nos alimentos listados na dieta. Por isso, ela pode ser levada como lifestyle. Destaco, no entanto, que nesse caso não precisa de ‘noia’. Permita-se quebrar as regras de vez em quando. Prego o lema devagar e sempre, para sempre”, assinala a especialista.

Relatos

A pedagoga Fabíola Santos, 39 anos, revela ter se encontrado no plano alimentar. Ela segue a fórmula desde 2017. O resultado? Mais disposição e menos 55 kg  na balança.

“A praticidade é o que mais gosto na dieta. Os alimentos recomendados são fáceis de encontrar. Em todo lugar, você acha salada e proteína”, exemplifica.

Com a perda de peso e, consequentemente, o ganho de fôlego, a educadora se tornou amante de atividades físicas. “Virei praticante de crosstraining e natação. Também participei de inúmeras corridas de rua“, relata.

A psicóloga especialista em comportamento alimentar Mabel Romero, 37, também aderiu à dieta. “É um estilo de vida há três anos. O que mais gosto é a flexibilidade, pois não há um plano restrito a ser seguido”, conta.

Ela cita que aboliu de vez os ultraprocessados e transgênicos, mas se permite a comer doces e queijos vez ou outra. “Entendi a importância de tirar os processados e transgênicos da minha alimentação. Outros itens não liberados na dieta, como açúcar e laticínios, encaro como exceção”, pontua.

Os benefícios dessa mudança foram sentidos na pele e no funcionamento do intestino. “Vi os resultados benéficos também nos exames de sangue, todos melhores”, finaliza.

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Fabíola Santos perdeu 55 kg desde que aderiu à dieta, em 2017. Ela alia a boa alimentação a exercícios físicos
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