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Nem todo produto proteico é saudável; saiba como fugir de ciladas

Produtos do tipo “proteico” invadiram o mercado com promessas de saúde, mas nem tudo que carrega esse rótulo é realmente benéfico

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1 de 1 Imagem colorida de proteína em cima da mesa - Foto: Getty Images

Pipoca, pizza, pudim, panqueca, granola… Todos com um novo “selo de saúde”: alto teor de proteína. Celebridades como Khloé Kardashian e Zac Efron entraram na onda e lançaram seus próprios produtos proteicos. Mas será que essa explosão de alimentos com proteína extra é realmente benéfica — ou é só mais uma jogada de marketing?

A resposta é: proteínas são, sim, fundamentais na alimentação, mas nem todos esses produtos entregam o que prometem — e, muitas vezes, podem até ser ultraprocessados disfarçados de saudáveis.

Proteína é importante — mas nem toda forma vale

A proteína é essencial para o ganho e manutenção de massa muscular, saciedade, imunidade e até para a saúde de gestantes e idosos. E o interesse do público por esse nutriente cresceu tanto que, só no primeiro trimestre de 2025, 8,3% dos alimentos lançados no mercado afirmavam ser fonte de proteína — quase o dobro do índice registrado dois anos antes.

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Grande parte desses produtos tem apelo proteico, mas não qualidade nutricional. Muitos são ricos em calorias, ultraprocessados e com perfil semelhante ao de produtos comuns, apenas com um pouco mais de proteína adicionada.

O que o marketing não mostra

Para um alimento ser considerado “fonte de proteína”, apenas 12% do valor energético precisa vir desse nutriente. Para “alto teor”, o mínimo é 20%. O que muitos fabricantes fazem, então, é enriquecer receitas com pós proteicos ou retirar água para concentrar o conteúdo proteico, sem necessariamente melhorar o perfil nutricional geral.

Além disso, o excesso de proteína também engorda. Afinal, proteína tem calorias — e o que não é usado pelo corpo vira gordura. Para quem não é atleta ou não tem uma demanda especial, a necessidade diária gira em torno de 1,2 g por quilo de peso corporal.

Então, vale a pena?

Vale, com moderação e consciência. Se a base da alimentação for natural — com carnes magras, ovos, vegetais e leguminosas —, esses produtos podem ser úteis em momentos de conveniência, como um lanche rápido pós-treino ou em situações específicas, como a alimentação de idosos.

Se a ideia é se alimentar melhor, não é o rótulo “proteico” que define se o alimento é saudável. Muitas vezes, dois ovos cozidos oferecem o mesmo teor de proteína (com menos aditivos) do que uma barra ou bebida da moda.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

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