Musculação não impede crescimento de crianças, diz ortopedista
Especialista explica que treino de musculação orientado traz benefícios e que riscos estão no excesso de carga e na falta de supervisão

A prática da musculação entre crianças e adolescentes ainda gera dúvidas e receios, especialmente sobre possíveis impactos no crescimento. No entanto, segundo o ortopedista e traumatologista Kaleu Costa Nery, não há comprovação científica de que o treinamento de força, quando bem orientado, prejudique o desenvolvimento físico dos jovens. Pelo contrário, estudos apontam ganhos importantes para a saúde e a prevenção de lesões.
Entenda
- A musculação não “trava” o crescimento quando bem orientada
- Não há prejuízo à maturação óssea ou hormonal
- O treino pode fortalecer ossos e músculos e prevenir lesões
- O maior risco está no excesso de carga e na falta de supervisão
De acordo com Kaleu Costa Nery, membro das Sociedades Brasileiras de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e de Trauma Ortopédico (SBTO), o temor de que a musculação impeça o crescimento de crianças e adolescentes não encontra respaldo na ciência.
Pesquisas nacionais e internacionais indicam que o treinamento de força, quando planejado de forma progressiva e acompanhado por profissionais qualificados, não interfere na altura final nem compromete o desenvolvimento ósseo ou hormonal.
O especialista destaca que, além de seguro, o treino adequado pode trazer benefícios significativos. Entre eles estão o fortalecimento da musculatura e dos ossos, a melhora do desempenho físico geral e a redução do risco de lesões, inclusive em outras modalidades esportivas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloSegundo o ortopedista, o problema não está na musculação em si, mas na forma como ela é conduzida. O uso de cargas excessivas, a prática de overtraining e a ausência de supervisão profissional representam os principais fatores de risco, especialmente durante fases de crescimento acelerado.

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Ver todasAs chamadas placas de crescimento, estruturas responsáveis pelo desenvolvimento ósseo, são mais sensíveis nessa etapa da vida. Quando submetidas a cargas inadequadas ou a técnicas incorretas, podem ficar mais suscetíveis a lesões. Por isso, Kaleu reforça que o foco deve estar na qualidade do treino, na progressão gradual dos exercícios e no acompanhamento constante.
Para o especialista, afastar mitos e adotar uma abordagem baseada em evidências é fundamental para garantir que crianças e adolescentes possam praticar atividades físicas de forma segura, saudável e com benefícios a longo prazo.










