Médico revela se o excesso de glicose no sangue afeta as artérias
Níveis elevados de glicose agridem o revestimento dos vasos, aceleram o acúmulo de gordura e elevam o risco de infarto e AVC
atualizado
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O controle da glicose vai muito além da prevenção do diabetes; trata-se de uma medida vital para a sobrevivência do coração. De acordo com especialistas, o excesso de açúcar no sangue atua como um agente corrosivo no sistema circulatório, comprometendo a integridade das artérias e preparando o terreno para eventos catastróficos.
Segundo o cardiologista Vagner Ferreira, a hiperglicemia prolongada desencadeia uma reação em cadeia que afeta desde os grandes vasos até a microcirculação de órgãos vitais.
Entenda
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Agressão ao endotélio: o açúcar em excesso danifica a camada interna das artérias (endotélio), responsável por regular o fluxo sanguíneo.
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Inflamação e rigidez: a hiperglicemia gera um processo inflamatório contínuo, tornando as paredes arteriais mais rígidas e menos flexíveis.
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Formação de placas: o dano vascular facilita o depósito de gordura (ateroma), acelerando o desenvolvimento da aterosclerose.
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Risco de obstrução: essas placas podem se romper, obstruindo a passagem do sangue e causando infartos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

A mecânica do dano vascular
Na rotina de consultório, o impacto da glicose elevada é frequentemente diagnosticado de forma silenciosa. O cardiologista explica que o endotélio vascular é fundamental para a saúde das artérias, funcionando como um centro de controle para a dilatação e contração dos vasos.
Quando agredida pelo açúcar, essa camada perde sua funcionalidade, reduzindo a capacidade do corpo de ajustar a circulação conforme a necessidade.
“Essa agressão desencadeia um processo inflamatório contínuo e favorece a formação progressiva de placas de gordura”, alerta Ferreira.
Esse quadro clínico, conhecido como aterosclerose, segundo o especialista, é a base para as principais causas de morte no mundo. O perigo reside na instabilidade dessas placas: em determinado momento, elas podem se romper, levando a quadros graves e imediatos.
Proteção sistêmica
Além do coração, a circulação periférica também sofre as consequências da “doença do açúcar”. De acordo com o médico, a tendência ao aumento da rigidez arterial e o comprometimento da microcirculação afetam diretamente o funcionamento de órgãos sensíveis, como os rins, os olhos e o cérebro, além de prejudicar a irrigação dos membros inferiores.
Para o especialista do Hospital Mantevida, o monitoramento rigoroso dos índices glicêmicos deve ser encarado como uma estratégia preventiva de alto impacto.
“Controlar os níveis de glicose não é apenas uma questão metabólica, mas uma estratégia essencial de proteção cardiovascular”, conclui o cardiologista.











