“Larissinha” livre: médico revela os benefícios de dormir sem calcinha
Ginecologista explica como o hábito de dispensar a calcinha à noite ajuda a equilibrar o pH vaginal e prevenir infecções
atualizado
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A busca por hábitos que promovam o bem-estar feminino tem levado muitas mulheres a questionarem práticas cotidianas, como o uso ininterrupto de roupas íntimas. Segundo o ginecologista e obstetra Vinicius Bassega, especializado em reprodução assistida, a ciência corrobora que a ventilação noturna da região genital é uma estratégia eficaz para manter a microbiota vaginal saudável. O órgão possui um ecossistema delicado, com pH naturalmente ácido, que atua como barreira contra patógenos, mas que pode ser comprometido pelo excesso de calor e umidade.
Entenda
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Ventilação estratégica: a ausência de tecido permite que a pele respire, reduzindo o suor acumulado durante o dia e mantendo a área seca.
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Prevenção de fungos: ambientes frescos e arejados dificultam a proliferação da Candida albicans, fungo responsável pela candidíase.
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Equilíbrio da flora: o contato com o ar ajuda a estabilizar as bactérias protetoras da vagina, prevenindo irritações e corrimentos.
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Escolha do tecido: para quem não abre mão da peça, o algodão é a única recomendação médica por permitir a troca de calor.
A anatomia feminina favorece o acúmulo de umidade, fator que, somado ao uso de roupas justas ou tecidos sintéticos como náilon e lycra, cria o cenário ideal para desequilíbrios. “Estudos indicam que dormir sem calcinha promove um ‘respiro’ necessário após horas de abafamento”, pontua Bassega. Essa prática ajuda a manter o pH vaginal em níveis ideais, evitando que o calor excessivo altere a acidez protetora da região.

Candidíase e irritações
Segundo o médico, a proliferação de micro-organismos nocivos está diretamente ligada a locais quentes e úmidos. Ao deixar a região arejada durante o sono, a mulher reduz significativamente episódios de coceira e vermelhidão. No entanto, o médico ressalta que o hábito não é uma “cura mágica”, mas sim uma medida preventiva que complementa a higiene íntima diária, realizada preferencialmente com água e sabão neutro.
Para as mulheres que sentem desconforto ao dormir sem roupa, a recomendação técnica é a substituição de materiais sintéticos por algodão puro em modelos folgados. O algodão possui fibras naturais que absorvem a umidade, ao contrário dos tecidos elásticos que retêm o suor contra a pele.

Contraindicações e cuidados
Apesar dos benefícios, Vinicius Bassega adverte que existem situações em que o uso da roupa íntima é preferível ou necessário. Durante o período menstrual, por questões de higiene e manejo de absorventes, a prática deve ser suspensa. Além disso, em casos de infecções já ativas, gravidez avançada ou condições de pele extremamente sensíveis, a exposição direta pode causar incômodo.
A recomendação final é a individualização do cuidado: o que promove bem-estar para uma paciente pode não ser adequado para outra. Em caso de sintomas persistentes, a consulta com um ginecologista é indispensável para um diagnóstico preciso e orientações personalizadas.
