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Vida & Estilo

IA: expert alerta riscos do uso por crianças e adolescentes sem supervisão

Especialista em inteligência artificial revela os riscos de crianças e adolescentes usarem IA como companhia e sem supervisão dos pais

17/09/2026 19:33
Magnific
jovens celular, uso de IA

A inteligência artificial (IA) avançou além das pesquisas escolares e, agora, ocupa um lugar íntimo na rotina de crianças e jovens. Chatbots tornaram-se confidentes para desabafos sobre inseguranças, dilemas de amizade e dúvidas corporais — muitas vezes sem o conhecimento dos pais. Esse cenário acende um alerta nas famílias: qual é o limite da confiança depositada na tecnologia para resolver conflitoso?

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Ao Metrópoles, João Paulo Batistella, especialista em inteligência artificial, explica que a principal questão está na facilidade oferecida pela tecnologia. “A inteligência artificial não entrega apenas uma informação. Ela retoma o que foi dito e cria uma sensação de diálogo. Para os mais jovens, essa experiência pode se aproximar muito mais de uma conversa do que de uma pesquisa”, afirma.

Evgeniyshkolenko / Getty ImagesIlustração de um humano do sexo feminino com rosto colado em forma romãntica com protótipo derobô . - Metrópoles.
Adolescentes que criam laços com IAs tendem ao isolamento, à dependência emocional e à perda de vínculos reais, alertam especialistas

Os riscos

Segundo levantamento da Common Sense Media, realizado nos Estados Unidos com cerca de mil adolescentes, 72% dos participantes já haviam utilizado companheiros de IA e 52% mantinham o contato regularmente. Além disso, um em cada três revelou ter escolhido a plataforma no lugar de uma pessoa para conversar.

Para o especialista, o principal risco está em acreditar e se apegar em respostas que parecem seguras e acolhedoras, quando, na verdade, muitas são equivocadas.

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“A ferramenta não conhece a história daquela criança, não percebe tudo o que ela omitiu e não consegue avaliar uma situação como alguém que acompanha sua vida. Ainda assim, pode formular uma resposta convincente o suficiente para ser recebida como um conselho”, alerta.

Magnificpai e filho no celular para evitar riscos à criança
É importante haver supervisão dos pais

Dicas para os responsáveis

A fim de orientar os pais preocupados com a segurança no uso de IA, João Paulo também deixa algumas orientações:

  • Limite recursos;
  • Estabeleça horários de uso;
  • Bloqueie certos aplicativos.

“Os pais podem limitar o acesso e configurar proteções, porém, precisam saber quais ferramentas o filho utiliza e para que recorre a elas. Se a inteligência artificial já virou o lugar onde ele pede conselhos, a família precisa conhecer essa relação antes de simplesmente bloquear. O controle reduz o acesso, mas é o diálogo que permite identificar o que está acontecendo”, encerra.