Gordura localizada: por que certas regiões são mais difíceis de secar?
Fatores genéticos e hormonais explicam a resistência de áreas como abdômen e flancos; 68% dos brasileiros sofrem com sobrepeso
atualizado
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A jornada do emagrecimento raramente é uniforme. Muitos indivíduos que mantêm dietas equilibradas e rotinas de exercícios notam que certas medidas simplesmente não diminuem no mesmo ritmo que o restante do corpo. Este fenômeno, que gera frustração em quem busca saúde e estética, reflete uma realidade nacional: dados do relatório global World Obesity Atlas 2025 revelam que 68% dos brasileiros convivem com o excesso de peso (31% com obesidade e 37% com sobrepeso).
Segundo a nutricionista Fernanda Lopes, a dificuldade em eliminar gordura de áreas específicas é fisiológica.
“Algumas áreas possuem maior densidade de receptores que dificultam a mobilização da gordura. Fatores hormonais, genéticos e o padrão metabólico individual determinam onde o corpo preserva suas reservas de energia”, esclarece a especialista.
Entenda
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Receptores de gordura: certas regiões têm células mais “resistentes” à quebra de energia.
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Influência hormonal: hormônios e estresse ditam o acúmulo em áreas específicas, como o abdômen.
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Fluxo sanguíneo: locais com menor circulação dificultam o transporte e a queima da gordura.
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Redução global: o corpo queima gordura como um todo; não é possível escolher onde emagrecer primeiro.
As regiões mais resistentes e seus desafios
Abaixo, a nutricionista detalha as áreas que costumam apresentar maior dificuldade de resposta durante o processo de perda de peso:
1. Abdômen inferior
Esta é, frequentemente, a maior fonte de queixas. Por sofrer influência direta do estresse e do padrão de sono, a gordura da “pochete” pode persistir mesmo após a perda de peso global. O controle do cortisol e a higiene do sono são tão cruciais quanto o exercício para esta área.
2. Flancos
Os famosos “pneuzinhos” nas laterais da cintura possuem uma característica metabólica desfavorável: o menor fluxo sanguíneo. Isso torna a mobilização da gordura mais lenta, fazendo com que a redução nesta área ocorra apenas de forma muito gradual.
3. Parte interna das coxas
Comum especialmente no público feminino, o acúmulo nesta região é fortemente regido pela genética e pelos hormônios femininos. A constância na dieta é o único caminho para que o organismo, eventualmente, acesse essas reservas.
4. Região lombar
A gordura nas costas costuma ser do tipo subcutânea de longa duração. Por estar armazenada há muito tempo, o organismo tende a preservá-la, exigindo estratégias de longo prazo em alimentação e atividade física para que seja utilizada como combustível.
Estratégias e acompanhamento
Fernanda Lopes enfatiza que não existem exercícios milagrosos para queimar gordura de um ponto específico. “O organismo reduz o percentual de gordura corporal como um todo”, afirma a nutricionista da Six Clínic.
Para otimizar esses resultados, o suporte especializado torna-se um diferencial. A nutricionista aponta que a tecnologia tem sido uma aliada:
“Hoje, a telemedicina permite consultas e suporte online, facilitando o acesso a um cuidado contínuo. Entender o funcionamento do próprio corpo é a chave para emagrecer com segurança e persistência.”




























