Glória e Laura: gerontóloga revela segredos para viver mais de 90 anos
Além do talento na TV, Glória Menezes e Laura Cardoso são ícones de longevidade. Gerontóloga revela como levar a vida para chegar aos 90

Falecidas, respectivamente, na última segunda (17/8) e nesta terça (18/8), as atrizes Laura Cardoso e Glória Menezes são dois símbolos de talento e de longevidade. As duas ultrapassaram os 90 anos e mantiveram a carreira ativa mesmo na terceira idade, mostrando como hábitos adotados ao longo da vida podem contribuir para um envelhecimento saudável e ativo.

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Ver todasAo Metrópoles, a gerontóloga Claudia Alves explica que envelhecer de forma ativa significa continuar participando da vida de acordo com os próprios desejos e possibilidades, além de preservar, pelo máximo de tempo possível, a autonomia, a saúde física e mental e a capacidade de fazer escolhas.
“É importante lembrar que o envelhecimento não é linear. Uma pessoa pode estar muito ativa aos 80 anos e apresentar alguma limitação aos 85, enquanto outra pode precisar de ajuda mais cedo. Não existe uma única maneira de envelhecer”, enfatiza.
Como colocar isso em prática?
Assim como no caso de Cardoso e Menezes, a especialista ressalta que, em certas circunstâncias, o trabalho é uma das atividades que mais influencia a longevidade.
“Para quem deseja e tem condições, continuar trabalhando pode contribuir muito para a qualidade de vida. Faço, porém, uma ressalva importante: atividade não é sinônimo de produtividade. Uma pessoa não precisa continuar trabalhando para provar que envelheceu bem”, afirma.
Em contrapartida, engana-se quem acredita que os cuidados só devem ser colocados em prática a partir dos 60 anos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloPara chegar à velhice com independência e participação, é fundamental levar uma vida fisicamente ativa, cuidar da alimentação, dormir adequadamente e acompanhar a saúde.

De acordo com Alves, também é importante continuar aprendendo, cultivar interesses e ter projetos, principalmente porque o cérebro, assim como o corpo, se beneficia de uma vida ativa e estimulante.
E no Brasil existe ainda uma questão social importante: não podemos falar em envelhecimento autônomo sem falar sobre acesso à saúde, transporte, moradia adequada, reabilitação, assistência social e serviços de cuidado. A autonomia também depende do ambiente em que a pessoa vive. Envelhecer bem deveria ser um direito, não um privilégio de poucos
Claudia Alves, gerontóloga
E quem está em volta?
Por último, a especialista revela que um dos erros mais comuns de quem convive com um idoso é achar que ter autonomia é fazer tudo sozinho — quando, na verdade, trata-se apenas de participar das decisões da própria vida.
Nesse sentido, ela recomenda oferecer ajuda na medida certa, como adaptar a casa, prevenir quedas e organizar a rotina. “Envelhecer não é uma doença e não significa deixar de ser capaz”, encerra.
















