Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Vida & Estilo

Glória e Laura: gerontóloga revela segredos para viver mais de 90 anos

Além do talento na TV, Glória Menezes e Laura Cardoso são ícones de longevidade. Gerontóloga revela como levar a vida para chegar aos 90

18/08/2026 20:48
Reprodução/Redes sociais
Glória e Laura: gerontóloga revela segredos para viver mais de 90 anos

Falecidas, respectivamente, na última segunda (17/8) e nesta terça (18/8), as atrizes Laura Cardoso e Glória Menezes são dois símbolos de talento e de longevidade. As duas ultrapassaram os 90 anos e mantiveram a carreira ativa mesmo na terceira idade, mostrando como hábitos adotados ao longo da vida podem contribuir para um envelhecimento saudável e ativo. 

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição

Frequência de envio: Duas vezes na semana

Ver todas as newsletters

Ao Metrópoles, a gerontóloga Claudia Alves explica que envelhecer de forma ativa significa continuar participando da vida de acordo com os próprios desejos e possibilidades, além de preservar, pelo máximo de tempo possível, a autonomia, a saúde física e mental e a capacidade de fazer escolhas.

“É importante lembrar que o envelhecimento não é linear. Uma pessoa pode estar muito ativa aos 80 anos e apresentar alguma limitação aos 85, enquanto outra pode precisar de ajuda mais cedo. Não existe uma única maneira de envelhecer”, enfatiza.

Glória e Laura: gerontóloga revela segredos para viver mais de 90 anos - destaque galeria
6 imagens
Glória Menezes
Laura Cardoso
Atriz Glória Menezes construiu uma das carreiras mais importantes da televisão brasileira
A família confirmou o falecimento da atriz Laura Cardoso
Glória Menezes
Laura morreu aos 98 anos, na noite dessa segunda-feira (17/8), por causas naturais
1 de 6

Laura morreu aos 98 anos, na noite dessa segunda-feira (17/8), por causas naturais

Globo/Divulgação
Glória Menezes
2 de 6

Glória Menezes

Reprodução/Internet.
Laura Cardoso
3 de 6

Laura Cardoso

Globo / Raphael Dias
Atriz Glória Menezes construiu uma das carreiras mais importantes da televisão brasileira
4 de 6

Atriz Glória Menezes construiu uma das carreiras mais importantes da televisão brasileira

Reprodução/Instagram
A família confirmou o falecimento da atriz Laura Cardoso
5 de 6

A família confirmou o falecimento da atriz Laura Cardoso

Instagram/Reprodução
Glória Menezes
6 de 6

Glória Menezes

Reprodução/Internet

Como colocar isso em prática?

Assim como no caso de Cardoso e Menezes, a especialista ressalta que, em certas circunstâncias, o trabalho é uma das atividades que mais influencia a longevidade.

“Para quem deseja e tem condições, continuar trabalhando pode contribuir muito para a qualidade de vida. Faço, porém, uma ressalva importante: atividade não é sinônimo de produtividade. Uma pessoa não precisa continuar trabalhando para provar que envelheceu bem”, afirma.

Em contrapartida, engana-se quem acredita que os cuidados só devem ser colocados em prática a partir dos 60 anos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo

Para chegar à velhice com independência e participação, é fundamental levar uma vida fisicamente ativa, cuidar da alimentação, dormir adequadamente e acompanhar a saúde.

Foto colorida de idoso curtindo o carnaval
As pessoas acima de 60 anos devem dar mais atenção aos hábitos relacionados à hidratação, descanso e exposição ao sol

De acordo com Alves, também é importante continuar aprendendo, cultivar interesses e ter projetos, principalmente porque o cérebro, assim como o corpo, se beneficia de uma vida ativa e estimulante.

E no Brasil existe ainda uma questão social importante: não podemos falar em envelhecimento autônomo sem falar sobre acesso à saúde, transporte, moradia adequada, reabilitação, assistência social e serviços de cuidado. A autonomia também depende do ambiente em que a pessoa vive. Envelhecer bem deveria ser um direito, não um privilégio de poucos

Claudia Alves, gerontóloga

E quem está em volta?

Por último, a especialista revela que um dos erros mais comuns de quem convive com um idoso é achar que ter autonomia é fazer tudo sozinho — quando, na verdade, trata-se apenas de participar das decisões da própria vida.

Nesse sentido, ela recomenda oferecer ajuda na medida certa, como adaptar a casa, prevenir quedas e organizar a rotina. “Envelhecer não é uma doença e não significa deixar de ser capaz”, encerra.

Homem idoso sentado no sofá. Conceito de envelhecimento, alzheimer, demencia. Metrópoles
É importante praticar atividades mentais